Jó 40
“Ainda quer discutir com o Todo-poderoso? Você critica Deus, mas será que tem as respostas?”.
Porventura o contender contra o Todo-poderoso é ensinar? Quem assim argui a Deus, responda a estas cousas.
Jó responde ao Senhor
3Então Jó respondeu ao SENHOR:
Então Jó respondeu ao Senhor, e disse:
“Eu não sou nada; como poderia encontrar as respostas? Cobrirei minha boca com a mão.
Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho na minha boca.
Já falei demais; não tenho mais nada a dizer”.
Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.
O Senhor desafia Jó outra vez
6Então, do meio do redemoinho, o SENHOR respondeu a Jó:
Então o Senhor respondeu a Jó desde a tempestade, e disse:
“Prepare-se como um guerreiro, pois lhe farei algumas perguntas, e você responderá.
Cinge agora os teus lombos como varão; eu te perguntarei a ti, e tu me responderás.
“Porá em dúvida minha justiça e me condenará só para provar que tem razão?
Porventura também farás tu vão o meu juízo, ou me condenarás, para te justificares?
Você é tão forte quanto Deus? Sua voz pode trovejar como a dele?
Ou tens braço como Deus, ou podes trovejar com voz como a sua?
Então vista-se de glória e esplendor, de honra e majestade.
Orna-te pois de excelência e alteza; e veste-te de majestade e de glória.
Dê vazão à sua ira, deixe-a transbordar contra os orgulhosos.
Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o.
Humilhe-os com um olhar, pise os perversos onde estiverem.
Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios no seu lugar.
Enterre-os no pó, prenda-os no mundo dos mortos.
Esconde-os juntamente no pó; ata-lhes os rostos em oculto.
Então eu mesmo reconheceria que você pode se salvar por sua própria força.
Então também eu de ti confessarei que a tua mão direita te haverá livrado.
“Veja o Beemote, que eu criei, assim como criei você; ele come capim, como o boi.
Contempla agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.
Veja a força que ele tem nos lombos e o vigor nos músculos da barriga.
Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.
Sua cauda é forte como o cedro, e os tendões de suas coxas são entrelaçados.
Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos da suas coxas estão entretecidos.
Seus ossos são canos de bronze, e suas pernas, barras de ferro.
Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro.
É ótimo exemplo das obras de Deus, e somente seu Criador é capaz de ameaçá-lo.
Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
Os montes lhe oferecem seu melhor alimento, e ali brincam os animais selvagens.
Em verdade os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam.
Ele se deita sob arbustos espinhosos, onde os juncos do brejo o escondem.
Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo dos canaviais e da lama.
Os arbustos lhe dão sombra entre os salgueiros junto ao riacho.
As árvores sombrias o cobrem com a sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
Ele não se perturba com as enchentes do rio, nem se preocupa quando o Jordão transborda e se agita ao redor.
Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando que o Jordão possa entrar na sua boca.
Ninguém o pega de surpresa, nem lhe prende um anel no nariz.”
Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?
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