Deuteronômio 2
Recapitulação das andanças de Israel
1“Depois disso, demos meia-volta e regressamos pelo deserto, em direção ao mar Vermelho, conforme a instrução que o SENHOR me deu. Por um longo tempo, vagamos de um lugar para outro na região do monte Seir.
DEPOIS viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do Mar Vermelho, como o Senhor me tinha dito, e muitos dias rodeamos a montanha de Seir.
‘Vocês andaram por esta região montanhosa tempo suficiente; agora, sigam para o norte.
Assaz tendes rodeado esta montanha: virai-vos para o norte.
Dê as seguintes ordens ao povo: Vocês passarão pelo território de seus parentes edomitas, os descendentes de Esaú, que habitam em Seir. Tenham muito cuidado, pois os edomitas se sentirão ameaçados.
E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir: e eles terão medo de vós; porém guardai-vos bem.
Não os perturbem, pois eu dei a eles como propriedade toda a região montanhosa ao redor do monte Seir, e não darei a vocês um metro sequer da terra deles.
Não vos entremetais com eles, porque vos não darei da sua terra nem ainda a pisada da planta de um pé: porquanto a Esaú tenho dado a montanha de Seir por herança.
Paguem por todo alimento que comerem e pela água que beberem.
Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes: e também água para beber deles comprareis por dinheiro.
Pois o SENHOR, seu Deus, tem abençoado vocês em tudo que têm feito. Ele tem cuidado de cada um de seus passos por este grande deserto. Durante estes quarenta anos, o SENHOR, seu Deus, tem estado com vocês, e nada lhes tem faltado’.
Pois o Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto: estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo, cousa nenhuma te faltou.
“Assim, contornamos o território de nossos parentes, os descendentes de Esaú, que habitam em Seir. Evitamos o caminho que passa pelo vale de Arabá, que sobe de Elate e Eziom-Geber. “Então, quando nos dirigimos para o norte pelo caminho do deserto de Moabe,
Passando pois por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber, nos viramos e passamos o caminho do deserto de Moabe.
o SENHOR nos advertiu: ‘Não perturbem os moabitas, os descendentes de Ló, nem comecem uma guerra contra eles. Eu dei a eles como propriedade a região de Ar, e não darei a vocês parte alguma do território deles’.
Então o Senhor me disse: Não molestes a Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque te não darei herança da sua terra; porquanto tenho dado Ar aos filhos de Ló por herança.
(Antigamente, um povo chamado emins havia habitado na região de Ar. Eram tão fortes, numerosos e altos quanto os enaquins.
(Os emeus dantes habitaram nela: um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes;
Os emins e os enaquins também eram conhecidos como refains, embora os moabitas os chamassem de emins.
Também estes foram contados por gigantes como os enaquins: e os moabitas lhes chamavam emeus.
Em outros tempos, os horeus haviam habitado em Seir, mas os edomitas os expulsaram e ocuparam sua terra, da mesma forma que Israel expulsou os habitantes de Canaã quando o SENHOR lhe deu a terra deles.)
Dantes os horeus também habitaram em Seir: porém os filhos de Esaú os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu lugar, assim como Israel fez à terra da sua herança, que o Senhor lhes tinha dado.)
“Então o SENHOR nos disse: ‘Mexam-se! Atravessem o ribeiro de Zerede’. Assim, atravessamos o ribeiro.
Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede: assim passamos o ribeiro de Zerede.
“Trinta e oito anos se passaram desde que partimos pela primeira vez de Cades-Barneia até atravessarmos, por fim, o ribeiro de Zerede. Àquela altura, todos os homens com idade suficiente para ir à guerra tinham morrido no deserto, como o SENHOR havia jurado que aconteceria.
E os dias que caminhamos, desde Cades-Barneia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara.
A mão do SENHOR pesou sobre eles e os eliminou, e eles morreram no meio do acampamento.
Assim também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial até os haver consumido.
“Quando todos os homens com idade suficiente para ir à guerra haviam morrido,
E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do arraial.
‘Hoje vocês atravessarão a fronteira com Moabe pela região de Ar
Hoje passarás por Ar, pelos termos de Moabe;
e se aproximarão da terra dos amonitas, os descendentes de Ló. Não os perturbem nem comecem uma guerra contra eles. Eu dei a eles como propriedade a terra de Amom, e não darei a vocês parte alguma do território deles’.
E chegarás até defronte dos filhos de Amom: não os molestes, e com eles não contendas: porque da terra dos filhos de Amom te não darei herança, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por herança.
(Antigamente, aquela região era considerada terra dos refains que haviam habitado ali, embora os amonitas os chamassem de zanzumins.
(Também esta foi contada por terra de gigantes; dantes nela habitavam gigantes, e os amonitas lhes chamavam zanzumeus:
Também eram tão fortes, numerosos e altos quanto os enaquins. Mas o SENHOR os destruiu para que os amonitas tomassem posse de sua terra.
Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes: e o Senhor os destruiu de diante de si, e eles os lançaram fora, e habitaram no seu lugar;
Ele fez o mesmo pelos descendentes de Esaú que habitavam em Seir, pois destruiu os horeus para que os descendentes de Esaú se estabelecessem no lugar deles. Os descendentes de Esaú habitam nessa terra até hoje.
Assim como fez com os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus, e eles os lançaram fora, e habitaram no seu lugar até este dia;
Algo parecido aconteceu quando os caftoreus de Creta invadiram e destruíram os aveus, que habitavam em povoados na região de Gaza.)
Também os caftoreus, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em Hazerim até Gaza, e habitaram no seu lugar.)
“Então o SENHOR disse: ‘Mexam-se! Atravessem o vale de Arnom. Vejam, eu lhes entregarei o amorreu Seom, rei de Hesbom, e lhes darei a terra dele. Ataquem-no e comecem a tomar posse daquele território.
Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis aqui na tua mão tenho dado a Seom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja.
A partir de hoje, farei os povos de toda a terra se encherem de medo por sua causa. Quando ouvirem relatos a seu respeito, tremerão de angústia e pavor’.”
Neste dia começarei a por um terror e um temor de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu: os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão.
Vitória sobre Seom de Hesbom
26“Do deserto de Quedemote, enviei embaixadores ao rei Seom de Hesbom com a seguinte proposta de paz:
Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemote a Seom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo:
‘Deixe-nos atravessar seu território. Ficaremos na estrada principal e não nos desviaremos nem para um lado nem para o outro.
Deixa-me passar pela tua terra: somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda.
Venda-nos alimentos para comermos e água para bebermos, e pagaremos por tudo. Queremos apenas permissão para passar por seu território.
A comida que eu coma vender-ma-ás por dinheiro, e dar-me-ás por dinheiro a água que beba: tão somente deixa-me passar a pé;
Os descendentes de Esaú, que habitam em Seir, nos permitiram passar pelo território deles, como também fizeram os moabitas, que habitam na região de Ar. Deixe-nos passar até atravessarmos o Jordão e entrarmos na terra que o SENHOR, nosso Deus, nos dá’.
Como fizeram comigo os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar; até que eu passe o Jordão, a terra que o Senhor nosso Deus nos há de dar.
“Mas Seom, rei de Hesbom, não nos permitiu passar, pois o SENHOR, seu Deus, endureceu-lhe o coração e o tornou hostil, a fim de entregá-lo em nossas mãos, como de fato aconteceu.
Mas Seom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por ele, porquanto o Senhor teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração, para to dar na tua mão, como neste dia se vê.
“Então o SENHOR me disse: ‘Veja, eu lhes entrego o rei Seom e seu território. Agora, comecem a conquistar sua terra e a tomar posse dela’.
E o Senhor me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Seom, e a sua terra diante de ti: começa pois a possuí-la, para que herdes a sua terra.
“Então o rei Seom declarou guerra contra nós e mobilizou todas as suas tropas em Jaza.
E Seom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, a Jaaz:
Mas o SENHOR, nosso Deus, o entregou a nós, e matamos a ele, seus filhos e todo o seu povo.
E o Senhor nosso Deus no-lo deu diante de nós, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo.
Conquistamos todas as suas cidades e as destruímos completamente. Matamos homens, mulheres e crianças. Não poupamos ninguém.
E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e destruímos todas as cidades, homens, e mulheres e crianças: não deixamos a ninguém.
Tomamos como despojo todos os animais e todos os objetos de valor das cidades que conquistamos.
Somente tomamos em presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado.
“Também conquistamos Aroer, à beira do vale de Arnom, além da cidade no vale e toda a região até Gileade. Nenhuma cidade tinha muralhas fortes o suficiente para nos deter, pois o SENHOR, nosso Deus, nos entregou tudo.
Desde Aroer, que está à borda do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse: tudo isto o Senhor nosso Deus nos entregou diante de nós.
Evitamos, porém, a terra dos amonitas, ao longo do rio Jaboque, e as cidades da região montanhosa, ou seja, todos os lugares que o SENHOR, nosso Deus, havia ordenado que deixássemos em paz.”
Somente à terra dos filhos de Amom não chegaste: nem a toda a borda do ribeiro de Jaboque, nem às cidades da montanha, nem a cousa alguma que nos proibira o Senhor nosso Deus.
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