ARA-1993 e ARC-1969

Provérbios 27

ARA-1993Almeida Revista e AtualizadaARC-1969Almeida Revista e Corrigida 1969

1
ARA-1993

Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.

ARC-1969

NÃO presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia.

2
ARA-1993

Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.

ARC-1969

Louve-te o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios.

3
ARA-1993

Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.

ARC-1969

Pesada é a pedra, e a areia também; mas a ira do insensato é mais pesada do que elas ambas.

4
ARA-1993

Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?

ARC-1969

Cruel é o furor e a impetuosa irar, mas quem parará perante a inveja?

5
ARA-1993

Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.

ARC-1969

Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto.

6
ARA-1993

Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.

ARC-1969

Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos.

7
ARA-1993

A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.

ARC-1969

A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo o amargo é doce.

8
ARA-1993

Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.

ARC-1969

Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lugar.

9
ARA-1993

Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.

ARC-1969

O óleo e o perfume alegram o coração: assim a doença do amigo com o conselho cordial.

10
ARA-1993

Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.

ARC-1969

Não abandones a teu amigo, nem ao amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade: melhor é o vizinho perto do que o irmão longe.

11
ARA-1993

Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.

ARC-1969

Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração; para que tenha alguma cousa que responder àquele que me desprezar.

12
ARA-1993

O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.

ARC-1969

O avisado vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.

13
ARA-1993

Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.

ARC-1969

Quando alguém fica por fiador do estranho, toma-lhe tu a sua roupa, e penhora-o pela estranha.

14
ARA-1993

O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.

ARC-1969

O que bendiz ao seu amigo em alta voz, madrugando pela manhã, por maldição se lhe contará.

15
ARA-1993

O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;

ARC-1969

O gotejar contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, uma e outra são semelhantes.

16
ARA-1993

contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.

ARC-1969

Aquele que a contivesse, conteria o vento; e a sua destra acomete o óleo.

17
ARA-1993

Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.

ARC-1969

Como o ferro com o ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.

18
ARA-1993

O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.

ARC-1969

O que guarda a figueira comerá do seu fruto; e o que vela pelo seu senhor, será honrado.

19
ARA-1993

Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.

ARC-1969

Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.

20
ARA-1993

O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.

ARC-1969

O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.

21
ARA-1993

Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.

ARC-1969

O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores.

22
ARA-1993

Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.

ARC-1969

Ainda que pisasses o tolo com uma mão de gral entre grãos de cevada pilada, não se iria dele a sua estultícia.

23
ARA-1993

Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,

ARC-1969

Procura conhecer o estado das tuas ovelhas: põe o teu coração sobre o gado.

24
ARA-1993

porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.

ARC-1969

Porque as riquezas não duram para sempre: e duraria a coroa de geração em geração?

25
ARA-1993

Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,

ARC-1969

Quando se mostrar a erva, e aparecerem os renovos, então ajunta as ervas dos montes.

26
ARA-1993

então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,

ARC-1969

Os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo.

27
ARA-1993

e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.

ARC-1969

E haverá bastante leite de cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas criadas.

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