ARC-1969 e NVT

Cânticos 5

ARC-1969Almeida Revista e Corrigida 1969NVTNova Versão Transformadora

1
ARC-1969

JÁ vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa: colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite: comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.

NVT

Entrei em meu jardim, minha amiga, minha noiva! Recolhi mirra com minhas especiarias, comi meu favo com mel, bebi meu vinho com leite. As mulheres de Jerusalém Comam e bebam, amado e amada! Sim, bebam de seu amor quanto puderem!

2
ARC-1969

Eu dormia, mas o meu coração velava: eis a voz do meu amado, que estava batendo: abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, minha imaculada, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite:

NVT

Eu dormia, mas meu coração estava desperto, quando ouvi meu amado bater à porta e chamar: “Abra a porta para mim, minha amiga, minha querida, minha pomba, minha perfeita. Minha cabeça está molhada de orvalho, e meu cabelo, úmido do sereno da noite”.

3
ARC-1969

Já despi os meus vestidos; como os tornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?

NVT

Eu respondi: “Já tirei a túnica; vou ter de me vestir de novo? Já lavei os pés; vou ter de sujá-los?”.

4
ARC-1969

O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele.

NVT

Meu amado tentou destrancar a porta, e meu coração se agitou.

5
ARC-1969

Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldravas da fechadura.

NVT

Levantei-me de um salto para abrir a porta ao meu amor. Minhas mãos destilavam perfume e de meus dedos pingava mirra, quando puxei o ferrolho.

6
ARC-1969

Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado, e se tinha ido: a minha alma tinha-se derretido quando ele falara; busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu.

NVT

Abri para meu amado, mas ele já havia partido! Meu coração quase parou de tristeza. Procurei por ele, mas não o encontrei. Chamei por ele, mas ele não respondeu.

7
ARC-1969

Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade: espancaram-me, feriram-me; tiraram-me o meu manto os guardas dos muros.

NVT

Os guardas me encontraram enquanto faziam a ronda. Bateram-me e feriram-me, arrancaram-me o manto, aqueles guardas dos muros.

8
ARC-1969

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor.

NVT

Prometam, ó mulheres de Jerusalém: Se encontrarem meu amado, digam-lhe que desfaleço de amor.

9
ARC-1969

Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuraste.

NVT

Diga-nos, mulher de beleza incomparável: Por que seu amado é melhor que todos os outros? O que ele tem de tão especial para fazermos a você essa promessa?

10
ARC-1969

O meu amado é cândido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil.

NVT

Meu amado é moreno e fascinante; ele se destaca no meio da multidão!

11
ARC-1969

A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo.

NVT

Sua cabeça é como o ouro puro, seu cabelo ondulado, preto como o corvo.

12
ARC-1969

Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste.

NVT

Seus olhos são como pombas junto aos riachos, incrustados como joias lavadas em leite.

13
ARC-1969

As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra.

NVT

Suas faces são como jardins de especiarias que espalham sua fragrância. Seus lábios são como lírios perfumados com mirra.

14
ARC-1969

As suas mãos são como anéis de ouro que têm engastadas as turquesas; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras.

NVT

Seus braços são como barras redondas de ouro, enfeitadas com berilo. Seu ventre é como marfim polido, que resplandece com safiras.

15
ARC-1969

As suas pernas como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu parecer como o Líbano, excelente como os cedros.

NVT

Suas pernas são como colunas de mármore apoiadas em bases de ouro puro. Seu porte é majestoso, como o dos cedros do Líbano.

16
ARC-1969

O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.

NVT

Sua voz é a própria doçura; ele é desejável em todos os sentidos. Esse, ó mulheres de Jerusalém, é meu amado, meu amigo.

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