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Quem ajudou Jesus a carregar a cruz?

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Quem ajudou Jesus a carregar a cruz? Você sabe o nome desse personagem que participou de um momento tão simbólico?

Ao longo do caminho difícil até o calvário, vemos uma cena que toca profundamente os corações dos cristãos: Jesus carregando a cruz.

No entanto, além de Jesus, há outros personagens que ajudaram de maneira especial nesse momento difícil. Quem ajudou Jesus a carregar a cruz?.

Ao explorar os relatos dos evangelhos, vamos não apenas descobrir quem são essas pessoas, mas também entender o que essa ajuda significa em termos de lições sobre serviço, solidariedade e a graça divina.

Jesus carregando a cruz

Para entendermos quem é este homem que ajudou Jesus a carregar a cruz, vamos ao texto bíblico de referência que está no livro de Mateus 27:32, veja:

No caminho, encontraram um homem chamado Simão, de Cirene, e os soldados o obrigaram a carregar a cruz.

Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

Percebam que está dizendo que “obrigaram” Simão a carregar a cruz, isso porque havia uma regra naquela época que se um romano estivesse passando com uma mochila e pedisse para um judeu a carregar, ele era obrigado a carregar a mochila até onde o romano desejasse.

Os soldados romanos vendo que Jesus não estava conseguindo carregar a cruz pesada até o calvário e por isso obrigaram Simão a ajudá-lo.

Alguns presumem que talvez Jesus carregasse apenas o patíbulo e não a cruz inteira, mas de qualquer forma, somente o patíbulo poderia pesar em torno de 20 a 30kg em média.

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Então imaginem, Jesus tinha sido surrado a noite toda, apanhou, colocaram uma coroa de espinhos na sua cabeça. Ele estava fisicamente fragilizado para carregar mais 30kg ainda com açoites e chicoteadas.

Ao perceberem isso e vendo que talvez Jesus não conseguisse carregar a cruz até o calvário, obrigaram um homem da multidão a carregá-la.

Quem era o homem que ajudou Jesus a carregar a cruz

A Bíblia nos dá algumas informações de quem era esse homem, seu nome era Simão e ele era cirineu.

Quando lemos o evangelho de Marcos 15, há mais detalhes a respeito de quem ajudou Jesus a carregar a cruz.

No caminho, os soldados encontraram um homem chamado Simão, que vinha do campo para a cidade. Esse Simão, o pai de Alexandre e Rufo, era da cidade de Cirene.

Aqui já descobrimos que Simão era cirineu, era pai de Alexandre e de Rufus e que provavelmente ele era um homem do campo.

Como era época da Páscoa, um feriado religioso logicamente ninguém trabalhava. Nos feriados religiosos de Israel desde aqueles tempos até hoje essa data era considerada um dia sabático. E não importava se caísse em algum dia da semana.

Então nesse dia, os judeus não trabalhavam, eles não abriam o comércio, não plantavam nem colhiam. Então como está escrito que Simão veio do campo?

Bem, alguns comentaristas pensam que essa expressão quer dizer que ele vinha de fora de Jerusalém, para as festas religiosas ali.

Cidade de Cirene

De acordo com nosso Dicionário Bíblico, a cidade de Cirene é uma cidade do norte da África, provavelmente perto da atual Líbia. Nessa cidade se formou uma grande colônia de judeus.

Alguns pensam até que esses judeus podem ter tido miscigenação com a população local e que muitos judeus oriundos dali fossem negros.

Por isso a tradição cristã posteriormente sempre retratou Simão como homem de pele escura, como um homem negro. O fato é que ele era africano, no caso, judeu africano.

Esses judeus de Cirinéia também tinham uma cultura grega muito arraigada. Quando lemos em Atos 6:9, nós temos uma menção deles, no episódio da defesa de Estevão.

Um dia, porém, alguns homens da chamada Sinagoga dos Escravos Libertos começaram a discutir com ele. Eram judeus de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da província da Ásia.

Observe que você vê que tem judeus de várias províncias. A Cilícia ficaria onde hoje é a Turquia, A Alexandria ficaria onde hoje é o Egito e Cirene como já dissemos é provavelmente a Líbia atual.

Então podemos ver que eram judeus de vários cantos, o que se dá o nome de judeus helenisados, ou seja, judeus que estavam por demais aculturados nos modos de vida dos gregos.

Por isso, até o próprio Simão Cirineu que era de uma dessas regiões que mencionamos, colocou o nome dos filhos de Alexandre (nome grego, Alexcsandros) e também Rufus (nome latim).

O que podemos aprender com Simão Cirineu

Muitas vezes somos chamados para fazer algo que não gostamos. Mas com nossa atitude poderemos estar ajudando alguém.

Simão naquela situação foi obrigado a carregar a cruz, ele não queria fazer isso. E como podemos condená-lo porque ninguém em sã consciência quer carregar um instrumento de tortura e pena, principalmente de um crime em que você não tenha nada a ver.

Veja bem, naquela época quem tocava em uma cruz, quem era crucificado era maldito na sociedade. Fora que Simão, poderia ter contato com o sangue de Jesus e se tornaria impuro, de acordo com as leis judaicas, para poder participar das festividades da Páscoa.

Quem ajudou Jesus a carregar a cruz se converteu?

Com isso tudo indica que depois desse episódio, Simão Cirineu se converteu, pois se ele fosse apenas um homem qualquer que os romanos colocaram para carregar a cruz e depois foi embora, como é que Marcos em seu evangelhos saberia o nome dele, de onde ele vinha e os nomes dos filhos dele.

Então para ele ter todas essas informações biográficas a respeito de Simão, tudo indica que ele e seus filhos se tornaram íntimos dos apóstolos. Ou seja é bem provável que ele tenha se convertido.

Talvez naquele momento de dor e humilhação ao lado de Jesus condenado que o fez mudar de vida.

Com isso eu deixo uma reflexão para nós: será que estamos dispostos a seguir Jesus mesmo que isso implique de carregara Sua cruz?

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Nós não podemos é lógico como seres humanos termos o mesmo tipo de sofrimento que Ele teve, porque Ele é o Filho de Deus, mas Ele nos convida a tomar a nossa cruz e o segui-lo.

Será que estamos dispostos a sofrer por Jesus?

Conclusão

Ao chegarmos ao final desta exploração sobre o homem que se uniu a Jesus na árdua caminhada com a cruz, somos levados a contemplar não apenas um episódio histórico, mas um profundo chamado à reflexão e à fé.

Este mergulho nas Escrituras nos proporcionou não apenas a identidade do colaborador, mas também uma compreensão mais profunda da colaboração divina e humana.

Comente abaixo o que achou e compartilhe para que mais pessoas venham conhecer essa história fascinante.

Deus abençoe e até a próxima!

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