Cirene na Bíblia. Significado e Versículos sobre Cirene
É hoje El-Krenna. Era a principal cidade da Cirenaica (Trípoli).
Significado do nome: Cirene, uma parede; frieza; o chão
Este país estendia-se desde Cartago ao Egito, e desde a Líbia (Atos 2.10) ao Mediterrâneo. Cirene era habitada por um considerável número de judeus, que deram o seu nome a uma das sinagogas de Jerusalém (Atos 2.10; Atos 6.9) – era natural desta mesma cidade aquele homem de nome Simão, que levou a cruz do Salvador (Mateus 27.32; Marcos 15.21; Lucas 23.26), e também alguns dos primeiros evangelistas.
Ainda que Cirene estava na costa africana, era uma cidade grega.
Cirene – Dicionário Bíblico de Easton
Uma cidade (hoje Trípoli) na Líbia Cirenaica, norte da África, fundada por uma colônia de gregos (630 a.C.). Continha posteriormente um grande número de judeus, que foram introduzidos na cidade por Ptolomeu, filho de Lago, porque ele achava que contribuiriam para a segurança do lugar.
Eles cresceram em número e influência; e isso explica as frequentes referências a eles na história inicial do cristianismo. Simão, que carregou a cruz do nosso Senhor, era natural deste lugar (Mateus 27.32; Marcos 15.21).
Judeus de Cirene estavam em Jerusalém no Pentecostes (Atos 2.10); e judeus cireneus tinham uma sinagoga em Jerusalém (Atos 6.9). Convertidos pertencentes a Cirene contribuíram para a formação da primeira igreja de gentios em Antioquia (Atos 11.20).
Entre “os profetas e mestres” que “ministravam ao Senhor em Antioquia” estava Lúcio de Cirene (Atos 13.1).
Cirene – Dicionário Bíblico de Smith
A principal cidade daquela parte do norte da África que era chamada de Cirenaica, situada entre Cartago e o Egito, correspondendo à moderna Trípoli. Embora ficasse na costa africana, era uma cidade grega, e os judeus estabeleceram-se ali em grande número.
A colonização grega dessa parte da África sob Battus começou já em 631 a.C. Depois da morte de Alexandre, o Grande, tornou-se dependência do Egito, e província romana em 75 a.C. Simão, que carregou a cruz do nosso Salvador (Mateus 27.32), era natural de Cirene. Judeus moradores da Cirenaica estavam em Jerusalém no Pentecostes (Atos 2.10) e deram seu nome a uma das sinagogas de Jerusalém (Atos 6.9).
Convertidos ao cristianismo vindos de Cirene estavam entre os que contribuíram ativamente para a formação da primeira igreja gentia em Antioquia (Atos 11.20).
Cirene – Dicionário Bíblico de Schaff
Capital de uma pequena província e a principal cidade da Líbia, no norte da África. Era o centro de um amplo distrito entre Cartago e o Egito, correspondendo à moderna Trípoli.
Era uma cidade grega, fundada por volta de 631 a.C. Sob Alexandre, o Grande, os judeus eram cerca de um quarto da população e receberam cidadania nas mesmas condições que os gregos. Com a morte de Alexandre, a cidade foi anexada ao Egito; tornou-se província romana em 75 a.C. Simão, que carregou a cruz do nosso Salvador, era dessa cidade, Mateus 27.32; seu povo estava em Jerusalém durante o Pentecostes, e tinha uma sinagoga lá, Atos 2.10; Atos 6.9, e alguns deles se tornaram pregadores do evangelho, Atos 11.20; Atos 13.1.
Cirene foi destruída pelos sarracenos no quarto século, e hoje está deserta.
Cirene – Enciclopédia Internacional da Bíblia Padrão
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Cirene era uma cidade da Líbia, no norte da África, situada a 32 graus e 40 minutos de latitude norte e 22 graus e 15 minutos de longitude leste. Ficava a oeste do antigo Egito, do qual era separada por uma parte do deserto da Líbia, e ocupava o território que hoje pertence a Barca e Trípoli.
Estava situada sobre um planalto elevado, a cerca de 2.000 pés (cerca de 610 metros) acima do nível do mar, do qual distava umas 10 milhas (cerca de 16 quilômetros). Uma alta cadeia de montanhas se estende ao sul, a cerca de 90 milhas (cerca de 145 quilômetros) para o interior.
Essa cadeia protege a região costeira do calor escaldante do Saara. A cordilheira desce em direção ao norte, formando uma série de elevações em forma de terraço, o que confere à região grande variedade de clima e vegetação.
O solo é fértil.
2. História: Cirene foi originalmente uma colônia grega fundada por Battus em 630 a.C. Devido à fertilidade do solo, à grande variedade de clima e vegetação, e ainda às vantagens comerciais de sua localização, a cidade logo alcançou grande riqueza e importância. Sua maior fama, contudo, veio de seus cidadãos ilustres.
Foi o lar do poeta Calímaco, de Carnéades, fundador da Nova Academia de Atenas, e do matemático Eratóstenes. A estes deve-se acrescentar, de época posterior, o elegante escritor cristão antigo Sinésio.
Essa colônia grega tornou-se tão importante que, pouco mais de meio século depois, Amásis II do Egito formou uma aliança com Cirene, casando-se com uma dama grega de nascimento nobre, talvez real (Heródoto ii.181). Ptolomeu III (Evérgeta I), em 231 a.C., incorporou Cirene ao Egito.
A cidade continuou, embora com muita agitação, como parte do império egípcio até que Apião, o último dos Ptolomeus, a legou a Roma em testamento. Dali em diante, passou a pertencer a uma província romana.
Em meados do século VII, os sarracenos conquistadores tomaram posse de Cirene, e desde então até hoje ela tem sido habitada por tribos árabes nômades.
3. Importância Bíblica: Cirene adquire importância na história bíblica por causa da dispersão dos judeus. Ptolomeu I, filho de Lago, transportou judeus para esta e outras cidades da Líbia (Josefo, Contra Apião, II, 4), e, a partir de então, os judeus tornaram-se ali muito numerosos.
Com o retorno dos judeus da Dispersão às festas em Jerusalém, os cireneus passaram a ocupar um lugar de destaque na história do Novo Testamento. “Um homem de Cirene, chamado Simão,” foi detido pelos soldados romanos e obrigado a carregar a cruz de Jesus (Mateus 27.32; compare Marcos 15.21; Lucas 23.26).
Veja Cireneu. Judeus de Cirene estavam entre os presentes no dia de Pentecostes.
Sua cidade aparece como um dos pontos importantes no amplo círculo da Dispersão descrito por Pedro em seu sermão naquela ocasião (Atos 2.10). Os judeus cirineus tinham, naqueles dias, importância suficiente para terem seu nome associado a uma sinagoga em Jerusalém (Atos 6.9).
E quando surgiu a perseguição em torno de Estêvão, alguns desses judeus de Cirene que haviam se convertido em Jerusalém se espalharam e foram, com outros, para Antioquia, pregando a palavra “somente aos judeus” (Atos 11.19; Atos 11.20, conforme a tradução inglesa King James), e um deles, Lúcio, tornou-se profeta na igreja primitiva daquele lugar. Nesse caso, como em tantos outros, vê-se a sábia providência de Deus na dispersão dos judeus, em preparação para a difusão do evangelho do Messias.
4. Arqueologia: Nas ruínas de Cirene podem-se ver os restos de alguns edifícios belíssimos, e algumas esculturas já foram removidas dali. Os vestígios mais interessantes da extraordinária civilização dessa colônia grega encontram-se em um grande sistema de túmulos, alguns construídos, mas os mais belos escavados na rocha viva do penhasco.
Arquitetura dórica e pinturas decorativas brilhantes adornam esses túmulos.
Heródoto, livro II; Josefo, Contra Apião; Thrige, Res Cyrenensium.
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