Tabor na Bíblia. Significado e Versículos sobre Tabor
Significado do nome: Tabor, elevação; pureza; contusão
1. Jebel et-Tor – é um monte notável, isolado, em forma de cúpula, que abruptamente se ergue a nordeste da planície de Jezreel, com a altura de 400 metros, estendendo-se do seu topo a vista até grande distância (Salmos 89.12; Jeremias 46.18).
Estava entre as tribos de Issacar e Zebulom (Josué 19.22). Tabor foi o ponto de reunião das forças de Baraque (Juízes 4.6,14), para a guerra contra Jabim e Sísera – foi teatro da mortandade dos irmãos de Gideão (Juízes 8.18) – e centro de uma corrompida forma de religião, característica do reino do Norte (Oseias 5.1).
Desde o terceiro século se diz que o monte Tabor foi o lugar onde se deu o fato da Transfiguração (veja esta palavra) – mas o nome do ‘alto monte’ não o dizem os Evangelhos, sendo mesmo provável que naquele tempo fosse o cume do Tabor habitado e em parte fortificado.
2. Cidade de Zebulom, sobre o monte Tabor, ou perto dele, a qual foi cedida aos filhos de Merari (Josué 19.22; 1 Crônicas 6.77). 3. ‘Planície’, ou mais corretamente ‘carvalho’ do Tabor, perto de Betel, no caminho que tomou Saul depois de ter sido ungido por Samuel (1 Samuel 10.3).
Tabor – Dicionário Bíblico de Easton
Uma elevação. (1) Hoje Jebel et-Tur, um monte cônico e proeminente, cerca de 18 quilômetros (11 milhas) a oeste do Mar da Galileia.
Tem cerca de 562 metros de altura (1.843 pés). Diz-se que a vista do seu cume é singularmente ampla e grandiosa.
Isso é mencionado em Salmos 89.12; Jeremias 46.18. Foi ali que Baraque acampou antes da batalha com Sísera (veja Sísera; Juízes 4.6-14).
Há uma antiga tradição, porém infundada, de que ali ocorreu a transfiguração do nosso Senhor. (Veja Hermom.)
“A proeminência e o isolamento do Tabor, situado, como está, na fronteira entre as tribos do norte e do sul, entre as montanhas e a planície central, fizeram dele um lugar de destaque em todas as épocas, e evidentemente levaram o salmista a associá-lo ao Hermom, um simbolizando o sul, o outro o norte.” Há os que ainda sustentam que esse foi o cenário da transfiguração (veja Transfiguração).
(2) Uma cidade de Zebulom (1 Crônicas 6.77).
(3) A expressão “planície de Tabor” (1 Samuel 10.3) deveria ser, segundo a tradução inglesa Revised Version, “o carvalho de Tabor”. Este era provavelmente o Alom-Bacute de Gênesis 35.8.
Tabor – Dicionário Bíblico de Smith
Tabor é mencionado nas listas de 1 Crônicas 6 como uma cidade dos levitas meraritas, na tribo de Zebulom. (1 Crônicas 6.77) A lista das cidades de Zebulom, em Josué 19, contém o nome Quislote-Tabor (Josué 19.12).
É, portanto, possível, ou que Quislote-Tabor tenha sido abreviado para Tabor pelo cronista, ou que, quando essas listas mais tardias foram compiladas, os meraritas já se tivessem estabelecido no monte sagrado, e que Tabor seja o monte Tabor.
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Tabor (um montículo), ou monte Tabor, uma das montanhas isoladas mais interessantes e notáveis da Palestina. Ele se ergue abruptamente do braço nordeste da planície de Esdrelom, e permanece inteiramente isolado, exceto a oeste, onde uma estreita crista o liga aos montes de Nazaré.
Visto à distância, apresenta um belo aspecto, sendo simétrico em suas proporções e arredondado como um hemisfério ou o segmento de um círculo, embora varie um pouco conforme observado de direções diferentes. O corpo da montanha é constituído do calcário peculiar da região.
Hoje é chamado Jebel-et-Tur. Fica a cerca de dez a treze quilômetros (seis a oito milhas), quase exatamente a leste de Nazaré.
A subida costuma ser feita pelo lado oeste, perto da pequena aldeia de Deburiê, provavelmente a antiga Daberate (Josué 19.12), embora possa ser feita com total facilidade em outros pontos. São necessários entre quarenta e cinco minutos e uma hora para chegar ao topo.
O topo do Tabor consiste em um platô irregular, com um perímetro de meia hora de caminhada, e domina amplas vistas da planície subjacente de ponta a ponta. Tabor não é mencionado no Novo Testamento, mas ocupa lugar de destaque no Antigo.
O livro de Josué (Josué 19.22) o menciona como a fronteira entre Issacar e Zebulom (veja Josué 19.12). Baraque, por ordem de Débora, reuniu suas forças no Tabor e desceu dali, com “dez mil homens após ele”, para a planície, e derrotou Sísera às margens do Quisom (Juízes 4.6-15).
Os irmãos de Gideão, cada um dos quais “se parecia com filho de rei”, foram assassinados ali por Zebá e Zalmuna. (Juízes 8.18,19).
Os cristãos latinos têm hoje ali um altar, no qual seus sacerdotes vindos de Nazaré celebram uma missa anual. Os gregos também têm uma capela, onde, em certas festas, se reúnem para a celebração de ritos religiosos.
A ideia de que nosso Salvador foi transfigurado no Tabor prevaleceu amplamente entre os primeiros cristãos, e ainda reaparece com frequência em obras religiosas populares. É impossível, porém, aceitar essa opinião como correta.
Pode-se provar, a partir do Antigo Testamento e da história posterior, que uma fortaleza ou cidade existiu no Tabor desde tempos muito antigos até 53 ou 50 a.C.; e como Josefo diz que fortificou o local por volta de 60 d.C., é moralmente certo que o Tabor deve ter sido habitado durante o período intermediário, ou seja, nos dias de Cristo. Tabor, portanto, não poderia ter sido o monte da Transfiguração (veja Hermom); pois quando se diz que Jesus levou seus discípulos “a um alto monte, à parte, e foi transfigurado diante deles” (Mateus 17.1; Mateus 17.2), devemos entender que ele os levou ao cume da montanha, onde estavam a sós.
Tabor – Dicionário Bíblico de Schaff
Tabor (colina, altura). 1. Um monte da Palestina; chamado pelos escritores gregos e romanos de Itabyrion e Atybyrion; hoje conhecido pelo nome árabe de Jebel et-Tor.
O Tabor fica na borda nordeste da grande planície de Esdrelom, na fronteira entre Zebulom e Naftali. Fica a cerca de 9,7 quilômetros (6 milhas) a sudeste de Nazaré, e a cerca de 16 quilômetros (10 milhas) a sudoeste da extremidade sul do mar de Tiberíades.
História. A posição do Tabor, dominando a grande planície de batalha da Palestina, Esdrelom, tornava-o um lugar adequado para os israelitas se reunirem para o combate.
Ali Baraque reuniu suas forças, dez mil homens, para derrotar Sísera (Juízes 4.6-14). Alguns dos guerreiros de Israel haviam sido mortos ali pelos midianitas antes da vitória de Gideão (Juízes 8.18).
O Tabor é exaltado ao lado do Hermom em Salmos 89.12, e mencionado com o Carmelo em Jeremias 46.18. As idolatrias praticadas naquele monte eram uma “rede estendida sobre o Tabor” (Oseias 5.1).
O Tabor não é mencionado no Novo Testamento. Uma tradição que remonta certamente a Orígenes e Jerônimo identificou esse monte como o Monte da Transfiguração (Marcos 9.2-10).
Mas o cume do Tabor, naquela época, devia estar coberto de casas, pois já existia ali a cidade fundada por Antíoco, o Grande, em 218 a.C., no topo do monte. Além disso, o Monte da Transfiguração provavelmente ficava na região de Cesareia de Filipos, já que a transfiguração ocorreu apenas alguns dias depois de Cristo ter chegado àquele lugar e obtido de Pedro a grande confissão.
Contudo, a lenda ligada ao Tabor levou à construção, antes do fim do século sexto, de três igrejas, em memória dos três tabernáculos. Mais tarde, os cruzados construíram uma igreja e um mosteiro, que foram destruídos pelos muçulmanos.
Aparência atual. O Monte Tabor é um dos mais notáveis montes da Palestina.
Ele se ergue da planície como uma massa isolada, ligado apenas a oeste, por uma crista baixa e estreita, aos montes de Nazaré. Sua aparência varia conforme o ponto de observação.
Visto do sul, tem a forma de uma cúpula ou o arco de um círculo; visto de oeste-noroeste, a de um cone truncado. Ele se ergue do planalto ao redor até a altura de cerca de 321 metros (1053 pés), e seu cume fica a cerca de 615 metros (2018 pés) acima do Mediterrâneo.
A subida é íngreme e acidentada, mas é possível alcançar o cume a cavalo. O tempo necessário para a subida é de cerca de uma hora.
A encosta sul é de rocha calcária árida; os outros lados são cobertos de mata, com carvalhos, terebintos, laranjeiras-do-mato e árvores “que lembram as clareiras espalhadas nos arredores da New Forest”. O solo é fértil, produzindo pastagens exuberantes.
Perdizes, lebres, raposas e outros tipos de caça abundam. Porter fala de ter visto chacais, lobos e uma pantera durante sua visita ao Tabor.
O monte tem um cume plano com pouco menos de 400 metros de comprimento e 200 metros de largura. Dois mosteiros de data relativamente moderna ocupam o topo do monte, um pertencente aos gregos e outro aos latinos.
Há também ruínas de torres, fortificações, abóbadas, cisternas e outras construções de várias épocas, judaica, grega, romana, cristã, sarracena, franca e turca, misturadas numa massa confusa. A vista do cume do Tabor é a melhor de toda a Palestina central.
Ao norte e a leste ficam o Monte Hermom, o mar da Galileia, os montes de Basã e Gileade; ao sul e a oeste, a grande planície de Esdrelom, Gilboa, o Carmelo e o Mediterrâneo. De pé nesse local, o viajante entende por que o Tabor era o local de reunião das tribos do norte, e pode identificar os grandes campos de batalha lá embaixo.
Monte Tabor.
2. Levitas. 1 Crônicas 6.77.
Provavelmente o mesmo que Quislote-Tabor, que se pode consultar.
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