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Expiação, o dia da na Bíblia. Significado e Versículos sobre Expiação, o dia da

Expiação, o dia da.

I. O grande dia de humilhação nacional, e o único ordenado na lei mosaica. O modo de sua observância é descrito em Levítico 16 e a conduta do povo é enfaticamente ordenada em Levítico 23.26-32 II. Tempo. — Era mantido no décimo dia de Tisri, isto é, desde a noite do nono até a noite do décimo daquele mês, cinco dias antes da festa dos tabernáculos.

Tisri corresponde ao nosso setembro-outubro, então o 10 de Tisri seria por volta do primeiro de outubro. III. Como era observado. — Era guardado pelo povo como um alto santo sábado. Nesta ocasião, apenas o sumo sacerdote tinha permissão para entrar no santo dos santos.

Tendo banhado sua pessoa e vestido-se inteiramente nas sagradas vestes de linho branco, ele trazia à frente um novilho jovem como oferta pelo pecado, comprado às suas próprias custas, por conta dele e de sua família, e dois cabritos jovens como oferta pelo pecado, com um carneiro como oferta queimada, que eram pagos do tesouro público, em nome do povo.

Ele então apresentava os dois bodes diante do Senhor na porta do tabernáculo e lançava sortes sobre eles. Num lote “Para Jeová” estava inscrito, e no outro “Para Azazel”. Uma frase de dificuldade incomum.

Os melhores estudiosos modernos concordam que isso designa o ser pessoal para quem o bode era enviado, provavelmente Satanás. Este bode era chamado de bode expiatório. Após vários sacrifícios e cerimônias, o bode em que caíra a sorte “Para Jeová” era morto e o sumo sacerdote aspergia seu sangue diante do propiciatório da mesma maneira que havia feito com o sangue do novilho.

Saindo do santo dos santos, ele purificava o lugar santo, aspergindo parte do sangue de ambas as vítimas no altar do incenso. Neste momento ninguém além do sumo sacerdote era permitido estar presente no lugar santo.

A purificação do santo dos santos e do lugar santo sendo assim completada, o sumo sacerdote colocava suas mãos sobre a cabeça do bode em que caíra a sorte “Para Azazel” e confessava sobre ele todos os pecados do povo.

O bode então era levado, por um homem escolhido para o propósito, para o deserto, para “uma terra não habitada”, e lá era solto. O sumo sacerdote após isso retornava ao lugar santo, banhava-se novamente, vestia suas vestes habituais de ofício, e oferecia os dois carneiros como ofertas queimadas, um por si mesmo e outro pelo povo.

IV. Significado. Ao considerarmos o significado dos rituais do dia, três pontos parecem ser muito distintivos.

  • As vestes brancas do sumo sacerdote.

  • Sua entrada no santo dos santos.

  • O bode expiatório. O escritor da Epístola aos Hebreus, Hebreus 9.7-25 nos ensina a aplicar os dois primeiros detalhes. O sumo sacerdote, com sua pessoa limpa e vestida em vestes brancas, era o melhor tipo exterior que um homem vivo poderia apresentar em sua própria pessoa daquele Puro e Santo que estava para purificar seu povo e limpá-los de seus pecados.

    Mas quanto ao significado do bode expiatório, não temos tal luz para nos guiar, e o assunto é um de grande dúvida e dificuldade. Geralmente tem sido considerado que ele era dispensado para significar o carregamento dos pecados do povo, como se fosse, para fora da vista de Jeová.

    Se mantivermos em mente que os dois bodes são falados como partes de uma única oferta pelo pecado, não teremos muita dificuldade em ver que juntos formam apenas uma expressão simbólica; o bode morto estabelecendo o ato de sacrifício, dando sua própria vida pelos outros “para Jeová”; e o bode que carregava o peso do pecado “para remoção completa” significando a influência purificadora da fé naquele sacrifício.

  • Smith, William, Dr. “Entrada para ‘Expiação, O dia da'”. “Dicionário Bíblico de Smith”. 1901.