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Coríntios, segunda epístola aos: Dicionário Bíblico e versículos na Bíblia

32 min de leitura

Coríntios, segunda epístola aos – Enciclopédia Internacional da Bíblia Padrão

Coríntios, segunda epístola aos

$ I. TEXTO, AUTENTICIDADE E DATA$

1. Evidência Interna

2. Evidência Externa

3. Data

$ II. RESUMO DOS EVENTOS$

$ III. A NOVA SITUAÇÃO$

1. O Ofensor

2. Os Falsos Mestres

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3. A Visita Dolorosa

4. A Carta Severa

$ IV. RECONSTRUÇÃO HISTÓRICA$

$ V. INTEGRIDADE DA EPÍSTOLA$

1. 2 Coríntios 6.14-7:1

2. 2 Coríntios 10.1-13:10

$ VI. CONTEÚDO DA EPÍSTOLA$

1. 2 Coríntios 1.7

2. 2 Coríntios 8.9

3. 2 Coríntios 10.13

$ VII. VALOR DA LITERATURA DA EPÍSTOLA$

$ I. Texto, Autenticidade e Data.$

1. Evidência Interna:

Compare o que já foi dito no artigo anterior. Nos dois importantes unciais do século V, Codex Alexandrinus (A) e Codex Ephraemi (C), faltam partes do texto. Quanto à autenticidade, a evidência interna atesta vividamente isso.

Os elementos distintivos da teologia e escatologia paulinas, expressos em termos familiares paulinos, são manifestos por toda parte. No entanto, a epístola não é doutrinária ou didática, mas um documento intensamente pessoal.

Seu interesse absorvente está em eventos que agitavam profundamente Paulo e os coríntios na época, tensionando suas relações ao ponto de ruptura e exigindo ação forte por parte de Paulo. Nosso conhecimento imperfeito das circunstâncias necessariamente impede uma compreensão completa, mas as referências a esses eventos e a outros na história pessoal do apóstolo são tão naturais e manifestamente feitas de boa fé que nenhuma dúvida surge na mente do leitor de que ele está na esfera da realidade e que a voz que ouve é a voz do homem cujo coração e nervos estavam sendo dilacerados pelas experiências pelas quais ele estava passando.

Embora os estudiosos possam diferir quanto à continuidade e integridade do texto, não há divergência séria entre eles na opinião de que todas as partes da epístola são escritos genuínos do apóstolo.

2. Evidência Externa:

Externamente, o testemunho da era sub-apostólica, embora não tão frequente ou preciso como no caso de 1 Coríntios, ainda é suficientemente claro para estabelecer a existência e uso da epístola no século II.

Clemente de Roma é silencioso quando se poderia esperar que usasse a epístola; mas é citada por Policarpo (Ad Phil., ii.4 e vi.1) e na Epístola a Diogneto 5 12, enquanto é amplamente atestada por Irineu, Atenágoras, Teófilo, Tertuliano e Clemente de Alexandria.

3. Data:

Foi escrita da Macedônia (provavelmente de Filipos) no outono do mesmo ano em que 1 Coríntios foi escrita – 2 Coríntios 54 ou 55 d.C., ou no outono do ano seguinte.

$ II. Resumo dos Eventos.$

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Existe grande dificuldade quanto às circunstâncias em que a epístola foi escrita e quanto a toda a situação entre 1 e 2 Coríntios. Em 1 Coríntios, Paulo havia indicado sua intenção de visitar os coríntios e passar o inverno com eles, vindo até eles através da Macedônia 1 Coríntios 16.5-7; Atos 19.21.

Em 2 Coríntios 1.15,16 ele se refere a um plano um pouco diferente, Corinto–Macedônia–Corinto–Judéia; e descreve esse retorno da Macedônia a Corinto como um segundo ou duplo benefício. Mas se este plano, no qual ele e seus amigos contavam, não foi inteiramente realizado, foi por uma boa razão 2 Coríntios 1.17, e não devido a mera inconstância ou mudança leviana para atender à sua própria conveniência.

Foi porque ele queria “poupar” eles 2 Coríntios 1.23, e não vir até eles “novamente com tristeza” 2 Coríntios 2.1. Ou seja, ele esteve com eles, mas houve uma perturbação tão profunda em suas relações que ele não ousou arriscar um retorno naquele momento; em vez disso, ele escreveu uma carta para sondar e testá-los, “com muita aflição e angústia de coração…

com muitas lágrimas” 2 Coríntios 2.4. Graças a Deus, esta carta severa cumpriu sua missão. Produziu tristeza entre eles 2 Coríntios 22 Coríntios 7.8,9, mas trouxe seus corações de volta a ele com a antiga lealdade, com grande esclarecimento de si mesmos, e medo e anseio e zelo 2 Coríntios 7.11.

Houve um período, no entanto, de espera pelo conhecimento desse desfecho, que para ele foi um período de intensa ansiedade; ele até mesmo lamentou nervosamente ter escrito como fez 2 Coríntios 7.5-8. Tito, que havia ido como seu representante a Corinto, deveria retornar com um relatório de como essa carta severa havia sido recebida, e quando Tito falhou em encontrá-lo em Trôade 2 Coríntios 2.13, ele não teve “alívio para seu espírito”, mas avançou ansiosamente para a Macedônia para encontrá-lo mais cedo.

Então veio a resposta, e o alívio do fardo intolerável de sua mente. “Aquele que consola os humildes, mesmo Deus, o consolou” 2 Coríntios 7.6. Os coríntios foram movidos por uma tristeza e arrependimento piedosos 2 Coríntios 7.8, e o céu clareou novamente com um brilho quase inesperado.

Alguém que ofendeu 2 Coríntios 2.5 e 2 Coríntios 7.12–mas cuja ofensa não é especificada claramente–foi disciplinado pela igreja; de fato, na revolta contra ele e na simpatia pelo apóstolo, ele foi punido tão severamente que havia perigo de passar a um extremo e mergulhá-lo em desespero 2 Coríntios 2.7.

Paulo, portanto, pede clemência e perdão, para que mais ressentimento não leve apenas a um erro maior e mais triste 2:6-11. Mas além deste ofensor havia outros, provavelmente seguindo seu exemplo, que continuaram um ataque implacável contra o apóstolo tanto em sua pessoa quanto em sua doutrina.

Ele defende-se fervorosamente contra suas acusações desprezíveis de carnalidade e covardia (capítulo 10), e astuta venalidade 2 Coríntios 12.16,17. Outro Jesus é pregado, um espírito diferente, um evangelho diferente 2 Coríntios 11.4.

Eles “se recomendam” 2 Coríntios 10.12, mas são falsos apóstolos, obreiros enganosos, ministros de Satanás, disfarçando-se em ministros de Cristo 2 Coríntios 11.13,14. Seus ataques são veementemente repelidos em uma eloquente apologia (capítulos 11 – 2 Coríntios 12), e ele declara que quando vier pela terceira vez eles não serão poupados 2 Coríntios 13.2.

Tito, acompanhado por outros irmãos bem conhecidos, será novamente o representante do apóstolo 2 Coríntios 8.6,17. Em pouco tempo, o próprio Paulo seguiu, fazendo assim sua terceira visita 2 Coríntios 12.12 Coríntios 13.1, e cumpriu seu propósito original de passar o inverno pacificamente em Corinto Atos 20.2,3; Romanos 15.25-27 e 1 Coríntios 16.23.

$ III. A Nova Situação.$

É manifesto que estamos diante de uma nova e inesperada situação, cujo desenvolvimento não é claramente definido e sobre a qual não temos outra fonte de informação. Para elucidá-la, os principais pontos que requerem atenção são:

(1) As referências ao ofensor em 2Co 2 – 1 Coríntios 7 e aos falsos mestres, particularmente nos capítulos posteriores da epístola;

(2) a visita dolorosa implicitamente referida em 2:1; e

(3) a carta descrita como escrita em lágrimas e por um tempo lamentada 2: – 1 Coríntios 7.8.

1. O Ofensor:

O ofensor em 1 Coríntios 5.1-5 havia cometido incesto, e Paulo ficou consternado que a igreja de Corinto não considerasse com horror um crime que nem mesmo o mundo pagão toleraria. Seu julgamento sobre o caso foi inflexível e o mais severo possível–que, em assembleia solene, em nome e com o poder do Senhor Jesus, a igreja entregasse tal pessoa a Satanás para a destruição da carne.

Por outro lado, o ofensor em 2 Coríntios 2.5 é alguém que obviamente transgrediu de forma menos grave e de maneira mais pessoal ao apóstolo. A igreja, despertada pelo apóstolo para mostrar se realmente se importavam com ele e estavam ao seu lado 2 Coríntios 22 Coríntios 13.7, havia, pela maioria, censurado este homem, e Paulo agora instava para que as coisas não fossem mais longe, para que um excesso de disciplina não terminasse realmente em um triunfo de Satanás.

Não é possível considerar tais referências como aplicáveis ao crime tratado em 1 Coríntios. Deliberadamente veladas como são as declarações, pareceria que um ataque pessoal foi feito ao apóstolo; e os “muitos” em Corinto 2 Coríntios 2.6, tendo finalmente abraçado sua causa, Paulo então lida com o assunto com o espírito generoso que se esperaria dele.

Mesmo se o ofensor fosse a mesma pessoa, o que é muito improvável, pois dificilmente teria sido mantido na membresia, a linguagem não é a que poderia ser aplicada ao caso anterior. Houve uma nova ofensa em novas circunstâncias.

O apóstolo foi gravemente ofendido na presença da igreja, e os coríntios não espontaneamente ressentiram a ofensa. Isso é o que feriu o apóstolo mais profundamente, e é para garantir sua mudança nesse aspecto que é sua maior preocupação.

2. Os Falsos Mestres:

Especialmente nos capítulos posteriores de 2 Coríntios, há, como vimos, descrições de uma oposição por falsos mestres que vai muito além de qualquer coisa encontrada em 1 Coríntios. Lá, de fato, temos um espírito de facção, associado a uma parcialidade indigna em relação a pregadores individuais, mas nada que nos leve a suspeitar da presença de diferenças profundas e radicais minando o evangelho.

O consenso geral de opinião é que essa oposição era de tipo judaizante, organizada e fomentada por emissários anti-paulinos implacáveis da Palestina, que agora seguiam o rastro do apóstolo na Acaia como fizeram na Galácia.

Como eles se arrogavam uma relação peculiar com o próprio Cristo (“homens de Cristo” e “ministros de Cristo,” 2 Coríntios 102 Coríntios 11.13), é possível que o partido de Cristo de 1 Coríntios (e possivelmente o partido de Cefas) possa ter persistido e formado o núcleo em torno do qual esses recém-chegados construíram sua formidável oposição.

Um homem parece ter sido conspícuo como seu líder 2 Coríntios 10.7,11, e se tornou especialmente desagradável ao apóstolo. Com toda probabilidade, podemos considerar que ele foi o ofensor de 2 Coríntios 22 Coríntios 7

Sob sua influência, a oposição audaciosamente tentou destruir o evangelho da graça com ataques pessoais ao seu expositor mais distinto. Paulo foi denunciado como um arrivista e egoísta, destituído de qualquer autoridade apostólica, e ridicularizado pela aparência desprezível que fazia em pessoa, em contraste com as palavras pomposas e reivindicações presunçosas de suas epístolas. É claro, portanto, que uma crise religiosa profunda surgiu entre os coríntios, e que havia o perigo de seu apego a Paulo e sua doutrina ser destruído.

3. A Visita Dolorosa:

2 Coríntios 12.14 e 2 Coríntios 13.1,2 falam de uma terceira visita em perspectiva imediata, e a última passagem também se refere a uma segunda visita que já havia sido realizada; enquanto 2:1 implica distintamente que uma visita ocorreu de caráter tão doloroso que o apóstolo nunca se aventuraria a suportar uma semelhante.

Como isso não pode possivelmente se referir à primeira visita quando a igreja foi fundada, e não pode ser facilmente considerado como indicando algo anterior a 1 Coríntios, que nunca alude a tal experiência, devemos concluir que a referência aponta para o intervalo entre 1 e 2 Coríntios.

Foi então, sem dúvida, que a visita “com tristeza,” que o humilhou 2 Coríntios 12.21 e deixou feridas tão profundas, realmente aconteceu. “Qualquer exegese,” diz Weizsacker justamente, “que evitar a conclusão de que Paulo já esteve duas vezes em Corinto é caprichosa e artificial” (Era Apostólica, I – 2 Coríntios 343).

Sabatier (Apóstolo Paulo – 2 Coríntios 172 nota) registra sua opinião revisada:

“A referência aqui 2 Coríntios 2.1 é a uma segunda e bastante recente visita, da qual ele reteve uma lembrança muito triste, incluindo-a entre as provações mais amargas de sua carreira apostólica.”

4. A Carta Severa:

Paulo não apenas fala de uma visita que terminou tristemente, mas também de uma carta que ele escreveu para lidar com as circunstâncias dolorosas e como uma espécie de ultimato para trazer toda a questão a um desfecho 2 Coríntios 21 Coríntios 7.8.

Esta carta foi escrita porque ele não podia confiar em si mesmo para outra visita naquele momento. Ele estava tão angustiado e agitado que a escreveu “com muitas lágrimas”; depois de escrita, arrependeu-se dela; e até saber seu efeito, ele suportou uma tortura tão intensa que se apressou para a Macedônia para encontrar seu mensageiro, Tito, no meio do caminho. É impossível por qualquer interpretação referir essa linguagem a 1 Coríntios, que, no geral, é dominada por um espírito de calma didática e por uma consciência de rapport amigável com seus destinatários.

Mesmo que haja nela indicações ocasionais de forte sentimento, certamente não há nada que possamos conceber que o apóstolo desejasse ter retirado. A alternativa geralmente tem sido considerar isso como outro caso de uma epístola perdida.

Assim como o escritor de Atos parece ter estado disposto a permitir que a visita deplorável em si caísse no esquecimento, também, sem dúvida, nem Paulo nem os coríntios estariam muito ansiosos para preservar uma epístola que ecoasse com as rajadas e tempestades de tal visita.

Por outro lado, uma forte tendência tem se estabelecido para considerar esta epístola intermediária como pelo menos em parte preservada em 2 Coríntios 10.13, cujo tom, é universalmente admitido, difere do dos capítulos anteriores de uma maneira notável, não facilmente explicável.

A maioria dos escritores recentes parece inclinar-se a favor dessa visão, que naturalmente será considerada sob o título de “Integridade.”

$ IV. Reconstrução Histórica.$

Em vista de tal interpretação, podemos com considerável probabilidade traçar o curso dos eventos no intervalo entre 1 e 2 Coríntios da seguinte maneira:

Após o envio de 1 Coríntios, chegaram notícias ao apóstolo de caráter inquietante; provavelmente tanto Tito quanto Timóteo, ao retornarem de Corinto, relataram a crescente ameaça da oposição fomentada pelo partido judaizante.

Paulo sentiu-se compelido a fazer uma visita imediata e descobriu, tristemente, que as coisas não haviam sido exageradas. A oposição era forte e cheia de insolência, e toda a tendência das coisas estava contra ele.

Diante da congregação, ele foi frustrado e desprezado. Ele voltou a Éfeso e derramou sua indignação em uma epístola severa, que enviou pelas mãos de Tito. Antes que Tito pudesse retornar, os eventos tomaram uma forma desastrosa em Éfeso, e Paulo foi forçado a deixar a cidade em perigo de vida.

Ele foi para Trôade, mas, incapaz de esperar pacientemente lá por notícias do desfecho em Corinto, cruzou para a Macedônia e encontrou Tito, possivelmente em Filipos. O relatório foi felizmente tranquilizador; a maioria da congregação retornou ao antigo apego, e a pesada nuvem de dúvida e ansiedade foi dissipada da mente do apóstolo.

Ele então escreveu novamente–a presente epístola–e a enviou por Tito e outros irmãos, ele mesmo seguindo um pouco depois e finalmente passando o inverno em Corinto como havia planejado originalmente.

Se for sentido que o intervalo entre primavera e outono do mesmo ano é muito breve para esses eventos, as duas epístolas devem ser separadas por um período de quase 18 meses, 1 Coríntios

2. 2 Corinthians 10:1-13:10:

It is universally acknowledged that there is a remarkable change in the tone of the section 2 Corinthians 10:1-13:10, as compared with that of the previous chapters. In the earlier chapters there is relief at the change which Titus has reported as having taken place in Corinth, and the spirit is one of gladness and content; but from chapter 10 onward the hostility to the apostle is unexpectedly represented as still raging, and as demanding the most strenuous treatment.

The opening phrase, “Now I Paul” (2 Corinthians 10:1), is regarded as indicating a distinctive break from the previous section with which Timothy is associated (2 Corinthians 1:1), while the concluding verse, 2 Corinthians 13:11 to end, seem fittingly to close that section, but to be abruptly out of harmony with the polemic that ends Atos 2 Corinthians 13:10.

Accordingly it is suggested that 13:11 should immediately follow 9:15, and that 2 Corinthians 10:1-13:10 be regarded as a lengthy insertion from some other epistle. Those who, while acknowledging the change of tone, yet maintain the integrity of the epistle, do so on the ground that the apostle was a man of many moods, and that it is characteristic of him to make unexpected and even violent transitions; that new reports of a merely scotched antagonism may come in to ruffle and disturb his comparative contentment; and that in any case he might well deem it advisable finally to deliver his whole soul on a matter over which he had brooded and suffered deeply, so that there might be no mistake about the ground being cleared when he arrived in person.

The question is still a subject of keen discussion, and is not one on which it is easy to pronounce dogmatically. On the whole, however, it must be acknowledged that the preponderance of recent opinion is in favor of theory of interpolation.

Hausrath (Der Vier-Capitel-Brief des Paulus an die Korinther – Atos 1870) gave an immense impetus to the view that this later section really represents the painful letter referred to in 2 Corinthians 2 and 7.

As that earlier letter, however, must have contained references to the personal offender, the present section, which omits all such references, can be regarded as at most only a part of it. This theory is ably and minutely expounded by Schmiedel (Hand-Kommentar); and Pfleiderer, Lipsius, Clemen, Krenkel, von Soden, McGiffert, Cone, Plummer, Rendall, Moffatt, Adeney, Peake, and Massie are prominent among its adherents.

J. H. Kennedy (Second and Third Cor) presents perhaps the ablest and fullest argument for it that has yet appeared in English. On the other hand Sanday (Encyclopaedia Biblica) declares against it, and Robertson (Hastings, Dictionary of the Bible (five volumes)) regards it as decidedly not proven; while critics of such weight as Holtzmann, Beyschlag, Klopper, Weizsacker, Sabatier, Godet, Bernard, Denney, Weiss, and Zahn are all to be reckoned as advocates of the integrity of the epistle.

$ VI. Contents of the Epistle.$

The order of matter in 2 Corinthians is quite clearly defined. There are three main divisions:

(1) chapters 1-7;

(2) chapters 8-9; and

(3) chapters 10-13.

1. 2 Corinthians 1-7:

The first seven chapters in 2 Corinthians as a whole are taken up with a retrospect of the events that have recently transpired, joyful references to the fact that the clouds of grief in connection with them have been dispelled, and that the evangelical ministry as a Divine trust and power is clearly manifested.

After a cordial salutation, in which Timothy is associated, Paul starts at once to express his profound gratitude to God for the great comfort that had come to him by the good news from Corinth, rejoicing in it as a spiritual enrichment that will make his ministry still more fruitful to the church (2 Corinthians 1:3-11).

He professes his sincerity in all his relations with the Corinthians, and particularly vindicates it in connection with a change in the plan which had originally promised a return (“a second benefit”) to Corinth; his sole reason for refraining, and for writing a painful letter instead, being his desire to spare them and to prove them (2 Corinthians 1:12; 2 Corinthians 2:4,9).

Far from harboring any resentment against the man who had caused so much trouble, he sincerely pleads that his punishment by the majority should go no farther, but that forgiveness should now reign, lest the Adversary should gain an advantage over them (2 Corinthians 2:5-11).

It was indeed an agonizing experience until the moment he met Titus, but the relief was all the sweeter and more triumphant when God at length gave it, as he might have been sure He would give it to a faithful and soul-winning servant of Christ (2 Corinthians 2:12-17).

He does not indeed wish to enter upon any further apologies or self-commendation. Some believe greatly in letters of commendation, but his living testimonial is in his converts. This he has, not of himself, but entirely through God, who alone has made him an efficient minister of the new and abiding covenant of the Spirit, whose glory naturally excels that of the old dispensation which fadeth because it really cannot bring life.

Regarding this glorious ministry he must be bold and frank. It needs no veil as if to conceal its evanescence. Christ presents it unveiled to all who turn to Him, and they themselves, reflecting His glory, are spiritually transformed (2 Corinthians 3:1-18).

As for those who by God’s mercy have received such a gospel ministry, it is impossible for them to be faint-hearted in its exercise, although the eyes of some may be blinded to it, because the god of this world enslaves them (2 Corinthians 4:4).

It is indeed wonderful that ministers of this grace should be creatures so frail, so subject to pressure and affliction, but it is not inexplicable. So much the more obvious is it that all the power and glory of salvation are from God alone (2 Corinthians 4:7,15).

Yea, even if one be called to die in this ministry, that is but another light and momentary affliction. It is but passing from a frail earthly tent to abide forever in a heavenly home (2 Corinthians 5:1).

Who would not long for it, that this mortal may be swallowed up in immortality? Courage, therefore, is ours to the end, for that end only means the cessation of our separation from Christ, whom it is a joy to serve absent or present.

And present we shall all ultimately be before Him on the judgment throne (2 Corinthians 5:10). That itself unspeakably deepens the earnestness with which preachers of the gospel seek to persuade men. It is the love of Christ constraining them (2 Corinthians 5:14) in the ministry of reconciliation, that they should entreat men as ambassadors on Christ’s behalf (2 Corinthians 5:20).

So sacred and responsible a trust has subdued the apostle’s own life, and is indeed the key to its manifold endurance, and to the earnestness with which he has striven to cultivate every grace, and to submit himself to every discipline (2 Corinthians 6:1-10).

Would God the Corinthians might open their hearts to him as he does to them! (Let them have no fellowship with iniquity, but perfect holiness in the fear of God, 2 Corinthians 6:14-7:1.) He has never wronged them; they are enshrined in his heart, living or dying; he glories in them, and is filled with comfort in all his affliction (2 Corinthians 6:11-13; 2 Corinthians 7:2-4).

For what blessed comfort that was that Titus brought him in Macedonia to dispel his fears, and to show that the things he regretted and grieved to have written had done no harm after all, but had rather wrought in them the joyful change for which he longed!

Now both they and he knew how dear he was to them. Titus, too, was overjoyed by the magnanimity of their reception of him. The apostle’s cup is full, and “in everything he is of good courage concerning them” (2 Corinthians 7:16).

2. 2 Corinthians 8-9:

In the second section, 2 Corinthians 8-9, the apostle, now abundantly confident of their good-will, exhorts the Corinthians on the subject of the collection for the poor saints at Jerusalem. He tells them of the extraordinary liberality of the Macedonian churches, and invites them to emulate it, and by the display of this additional grace to make full proof of their love (2 Corinthians 8:1-8).

Nay, they have a higher incentive than the liberality of Macedonia, even the self-sacrifice of Christ Himself (2 Corinthians 8:9). Wherefore let them go on with the good work they were so ready to initiate a year ago, giving out of a willing mind, as God hath enabled them (2 Corinthians 8:10-15).

Further to encourage them he sends on Titus and other well-known and accredited brethren, whose interest in them is as great as his own, and he is hopeful that by their aid the matter will be completed, and all will rejoice when he comes, bringing with him probably some of those of Macedonia, to whom he has already been boasting of their zeal (2 Corinthians 8:16-9:5).

Above all, let them remember that important issues are bound up with this grace of Christian liberality. It is impossible to reap bountifully, if we sow sparingly. Grudging and compulsory benevolence is a contradiction, but God loveth and rewardeth a cheerful giver.

This grace blesseth him that gives and him that takes. Many great ends are served by it. The wants of the needy are supplied, men’s hearts are drawn affectionately to one another, thanksgivings abound, and God himself is glorified (2 Corinthians 9:6-).

3. 2 Corinthians 10-13:

The third section, 2 Corinthians 10-13, as has been pointed out, is a spirited and even passionate polemic, in the course of which the Judaizing party in Corinth is vigorously assailed. The enemies of the apostle have charged him with being very bold and courageous when he is absent, but humble enough when he is present.

He hopes the Corinthians will not compel him to show his courage (2 Corinthians 10:2). It is true, being human, he walks in the flesh, but not in the selfish and cowardly way his opponents suggest. The weapons of his warfare are not carnal, yet are they mighty before God to cast down such strongholds as theirs, such vain imaginations and disobedience.

Some boast of being “Christ’s,” but that is no monopoly; he also is Christ’s. They think his letters are mere “sound and fury, signifying nothing”; by and by they will discover their mistake. If he should glory in his authority, he is justified, for Corinth was verily part of his God-appointed province, and he at least did not there enter on other men’s labors.

But it would be well if men who gloried confined themselves to glorying “in the Lord.” For after all it is His commendation alone that is of any permanent value (2 Corinthians 10:3-18). Will the adepts – Corinthians bear with him in a little of this foolish boasting?

Truly he ventures on it out of concern for them (2 Corinthians 11:2). And as they are manifest in toleration, abounding in patience toward those who have come with a different gospel, they may perhaps extend some of their indulgence to him, for though he cannot lay claim to a polished oratory comparable to that of these “super-eminent” apostles, yet at least he is not behind them in knowledge (2 Corinthians 11:4-6).

Can it be that he really sinned in preaching the gospel to them without fee or reward? Was it a mark of fleshly cunning when he resolved not to be burdensome to them, while he accepted supplies from Macedonia?

Ah! it was not because he did not love them, but because he decided to give no occasion to those who were too ready to blame him–those false apostles, who, like Satan himself, masqueraded as angels of light and ministers of righteousness (2 Corinthians 11:7-15).

Come, then, let him to this glorying, this poor folly, which they in their superlative wisdom bear with so gladly in the case of those insolent creatures who now bully and degrade them (2 Corinthians 11:16-21).

Hebrews! Israelites! So is he. Ministers of Christ! There he excels them- in labors, in perils, in persecutions; in burdens, anxieties, sympathies; in visions and revelations of the Lord; in infirmities and weaknesses that have made more manifest in him the strength of Christ 2 Corinthians 11:22-12:10.

Certainly all this is folly, but they are most to blame for it who, through lack of loyalty, have forced him to it. Did he injure them by declining to be burdensome? Is it so sore a point? Let it be forgiven!

Yet when he comes again he will take no other course (2 Corinthians 12:11-18). They must not imagine that in all this he is excusing himself to them. He is sincerely and affectionately concerning himself for their edifying.

He trembles lest when they meet again they should be disappointed in each other; lest they should be found in unworthy strife and tumults, and lest he should be humbled of God before them, having cause to mourn over some who are hardened and impenitent in their sins (2 Corinthians 12:19-21).

For they must meet again–he is coming for the third time–and this time he will not spare. Let them prove themselves whether they be in the faith; for surely they must know whether Christ be in them. He earnestly prays for their goodness and honor; not to the end that no display of his power may be called for, but simply that he will be glad to appear weak if they should appear strong.

Could they but believe it, their perfecting is the aim of all his labors (2 Corinthians 13:1-10). And so, with words of grace and tenderness, exhorting them to unity and peace, and pronouncing over them the threefold benediction, he bids them farewell (2 Corinthians 13:11-4).

$ VII. Value of the Epistle.$ The chief element of value in this epistle is the revelation it gives of the apostle himself. Through all its changing moods, Paul, in perfect abandon, shows us his very soul, suffering, rejoicing, enduring, overcoming.

It has been truly said that “it enables us, as it were, to lay our hands upon his breast, and feel the very throbbings of his heart.”

(1) In relation to his converts, it shows us how sensitive he was, how easy it was to touch him on the quick, and to wound his feelings. The apostle was very human, and nowhere are his kindred limitations more obvious than in these present incidents.

He would probably be the first to acquiesce, if it were said that even with him the creed was greater than the life. In the hastily written and nervously repented passages of that severe epistle; in the restless wandering, like a perturbed spirit, from Troas to Macedonia, to meet the news and know the issue of his acts, we see a man most lovable indeed, most like ourselves when issues hang in the balance, but a man not already perfect, not yet risen to the measure of the stature of Christ.

Yet we see also the intensity with which Paul labored in his ministry–the tenacity with which he held to his mission, and the invincible courage with which he returned to the fight for his imperiled church.

He loved those converts as only a great soul in Christ could love them. His keenest sorrow came in the disaster that threatened them, and he flew to their defense. He had not only won them for Christ, he was willing to die that he might keep them for Christ.

(2) The epistle is charged with a magnificent consciousness on the apostle’s part of his high calling in Christ Jesus. He has been called with a Divine calling to the most glorious work in which a man can engage, to be to this estranged earth an ambassador of heaven.

Received as Divine, this vocation is accepted with supreme devotion. It has been a ministry of sorrow, of strain and suffering, of hairbreadth escapes with the bare life; with its thorn in the flesh, its buffering of Satan.

Yet through it all there rings the note of abounding consolation in Christ Jesus, and never was the “power of Christ,” resting on frail humanity, more signally manifested.

LITERATURE.

R. Dykes Shaw

Orr, James, M.A., D.D. General Editor. “Entry for ‘CORINTHIANS, SECOND EPISTLE TO THE’”. “International Standard Bible Encyclopedia”. 1915.

Coríntios, segunda epístola aos – Dicionário Bíblico de Easton

Corinthians, second epistle to the

Pouco depois de escrever sua primeira carta aos coríntios, Paulo deixou Éfeso, onde intensa excitação havia sido despertada contra ele, a evidência de seu grande sucesso, e seguiu para a macedônia. Seguindo a rota usual, ele chegou a Trôade, o porto de partida para a europa.

Aqui ele esperava encontrar-se com Tito, que ele havia enviado de Éfeso a Corinto, com notícias dos efeitos produzidos na igreja lá pela primeira epístola; mas ficou desapontado. Ele então deixou Trôade e seguiu para a Macedônia; e em Filipos, onde permaneceu, logo foi acompanhado por Tito, que lhe trouxe boas novas de Corinto, e também por Timóteo.

Sob a influência dos sentimentos despertados em sua mente pelo relatório favorável que Tito trouxe de Corinto, esta segunda epístola foi escrita. Provavelmente foi escrita em Filipos ou, como alguns pensam, Tessalônica, no início do ano 58 d.

C., e foi enviada a Corinto por Tito. Esta carta ele dirige não apenas à igreja em Corinto, mas também aos santos em toda a Acaia, ou seja, em Atenas, Cencréia e outras cidades da Grécia.

O conteúdo desta epístola pode ser assim organizado:

  • Paulo fala de seus trabalhos espirituais e curso de vida, e expressa seu caloroso afeto pelos coríntios (2co. 1-7).
  • Ele dá direções específicas sobre a coleta que deveria ser feita para seus irmãos pobres na Judeia ( – coríntios 9).
  • Ele defende sua própria reivindicação apostólica (10-13), e se justifica das acusações e insinuações do falso mestre e seus seguidores.

Esta epístola, bem se disse, mostra a individualidade do apóstolo mais do que qualquer outra. “Fraqueza humana, força espiritual, a mais profunda ternura de afeição, sentimento ferido, severidade, ironia, repreensão, autodefesa apaixonada, humildade, um justo autorrespeito, zelo pelo bem-estar dos fracos e sofredores, bem como pelo progresso da igreja de Cristo e pelo avanço espiritual de seus membros, são todos exibidos alternadamente ao longo de seu apelo.”–Lias, Segunda aos Coríntios.

Dos efeitos produzidos na igreja de Corinto por esta epístola, não temos informações definitivas. Sabemos que Paulo visitou Corinto depois de tê-la escrito, e que nessa ocasião ele permaneceu lá por três meses.

Em sua carta aos romanos, escrita nesta época, ele enviou saudações de alguns dos principais membros da igreja aos romanos.

Easton, Matthew George. “Entry for Corinthians, Second Epistle to the”. “Easton’s Bible Dictionary”.

Coríntios, segunda epístola aos – Dicionário Bíblico de Smith

Coríntios, segunda epístola aos,

Foi escrita alguns meses após a primeira, no mesmo ano –por volta do outono de 57 ou 58 d. C.– na Macedônia. A epístola foi ocasionada pela informação que o apóstolo havia recebido de Tito, e também, como certamente pareceria provável, de Timóteo, sobre a recepção da primeira epístola.

Esta informação, como parece de nossa presente epístola, foi principalmente favorável; a melhor parte da igreja estava retornando à sua lealdade espiritual ao fundador, (2 Coríntios 1.13 2 Coríntios 1.14 ; 2 Coríntios 7.9 2 Coríntios 7.15 2 Coríntios 7.16) mas ainda havia uma facção que negava veementemente a reivindicação de Paulo ao apostolado.

O conteúdo desta epístola compreende, (1) o relato do apóstolo sobre o caráter de seus labores espirituais, caps. 1-7; (2) direções sobre as coletas, caps. 8,9; (3) defesa de seu próprio caráter apostólico, caps. 10-13:10.

As palavras em (1 Coríntios 5.9) parecem apontar para outras epístolas à igreja por Paulo, mas não temos nenhuma evidência positiva de qualquer.

[E] indica que esta entrada também foi encontrada no Dicionário Bíblico de Easton

Smith, William, Dr. “Entrada para ‘Coríntios, Segunda Epístola aos,’”. “Dicionário Bíblico de Smith”. 1901.

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