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Comprando – Enciclopédia Internacional da Bíblia Padrão

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Comprando

Eu. Nos Períodos Mais Antigos E Entre Nômades

1. O Estágio Primitivo (A “Loja”)

2. Nos Tempos Do Antigo Testamento

3. Nos Tempos Do Novo Testamento

II. Comprar No Oriente É Um Processo Tedioso

III. Lojas E Bazares

1. Lojas Orientais

2. O Mercado

IV. Comprando A Crédito Pagando À Vista (Dinheiro)

V. Mercados Ao Ar Livre E Feiras

Eu. Nos Períodos Mais Antigos E Entre Nômades.

1. O Estágio Primitivo; (A “Loja”): Entre Raças Primitivas E Nômades, Claro Que Não Pode Haver Um Comércio Organizado. Ainda Assim Eles Compram E Vendem, Por Escambo E Troca, De Maneiras Rudes E Simples.

Quando Tribos Se Tornam Sediadas E Vivem Em Vilarejos, A “Loja” É Estabelecida — Geralmente Primeiro O Simples “Posto” Do Merceeiro (Bakkal) Onde Se Pode Comprar Pão, Queijo, Sal E Peixe Seco, Azeitonas, Óleo, Feixes De Madeira Ou Carvão E Até Vasos De Barro Para O Viajante De Passagem.

Num Estágio Posterior O Vilarejo Terá Também, Conforme A Demanda, Outras Lojas, Como, Por Exemplo, As Do Padeiro, O Ferreiro, O Sapateiro E, Hoje Em Dia, Encontra-Se Em Muitos Lugares Obscuros No Oriente, A Loja Do Açougueiro E A Casa De Café.

2. Nos Tempos Do Antigo Testamento: Essas Graduações E A Ascensão Gradual Ao Comércio Mais Organizado Do Período Greco-Romano São Indicadas De Certo Modo Pela Sucessão Das Palavras Para “Comprar” Usadas Na Bíblia E As Condições E Circunstâncias Descritas E Implicadas Nos Vários Relatos De Compra E Venda.

Mesmo Já No Tempo De Abraão, No Entanto, Havia Compra E Pesagem De Prata Em Troca. “Ouça-Me,” Suplica Abraão Aos Filhos De Hete, “E Interceda Por Mim A Efrom, O Filho De Zohar, Para Que Ele Me Dê A Caverna De Macpela ….

Que Fica No Final Do Seu Campo; Pelo Preço Total Deixe-O Me Dar A Mim.” E Efrom Disse, “Não, Meu Senhor, Ouça-Me: O Campo Dou Eu Te, E A Caverna Que Nela Está.” Mas Abraão Disse, “Se Tu Quiseres …. Eu Darei O Preço Do Campo; Aceite-O De Mim, E Enterrarei Meu Morto Lá.

E Efrom Respondeu … Meu Senhor, Ouve-Me: Um Pedaço De Terra No Valor De Quatrocentos Ciclos De Prata, O Que É Isso Entre Mim E Você? Então Enterre Seu Morto ….. E Abraão Pesou Para Efrom A Prata ….

Quatrocentos Ciclais De Prata, Moeda Corrente Com O Comerciante. Assim …. O Campo, E A Caverna, E Todas As Árvores Que Estavam No Campo, …. Foram Garantidas À Abraão Como Posse” (Gênesis 23.8-18). Outros Exemplos De Compra Primitiva São Encontrados Em Josué 24.32 (“O Pedaço De Terra Que Jacó Comprou Dos Filhos De Hamor, Pai De Sicém, Por Cem Quesitas De Dinheiro”); Em Rute 4.5-9, Onde Boaz É Representado Como Comprando “A Parcela De Terra Que Era De Elimeleque ….

Da Mão De Noemi …. E De Rute, A Moabita, Esposa Do Morto …. Tudo Que Era De Elimeleque”; E Em 2 Samuel 24.21-24, Onde Davi É Dito Ter “Comprado A Eira” De Araúna Por “Um Preço”. No Entanto, Tais Casos, Afinal, São De Certa Forma Excepcionais; O Comércio Em Geral Naquela Época Era Por Escambo E Troca, Sem Intermediário Ou Mercado.

3. Nos Tempos Do Novo Testamento: Nos Tempos Do Novo Testamento As Coisas Mudaram Tanto Que A Palavra Mais Comumente Usada Para Comprar (Agorazo) Significa “Usar O Mercado” E Outra (Emporeuomai) Aponta Para Uma Classe De Comerciantes Ou Mercadores Que Vão De Cidade Em Cidade – “Continuar” Aqui Ou Ali “E Comprar E Vender” (Tiago 4.13 Versão Do Rei Jaime).

II. Comprar No Oriente É Um Processo Tedioso.

Algo Disso É Visto Até Mesmo Nos Excelentes Exemplos Acima Citados. Sem Dúvida, No Entanto, Compradores E Vendedores Orientais De Antigamente Barganhavam Sobre Preços Com Controvérsia E Calor, Assim Como Os Compradores Fazem Hoje.

Em Todos Os Lugares Eles Estão Agora Ansiosos Por Pechinchas, Mas “Fazer Um Negócio” É Um Processo Tedioso. Eles Se Aquecem E Então Esfriam; Eles São Arrastados Para Um Frenesi Por Alguma Nova Virada Da Disputa E Depois Se Acalmam; Mas Logo O Regateio E A Discussão Começam De Novo, Tornando-Se Mais Aquecidos E Aparentemente Mais Desesperadores Do Que Nunca, E Muitas Vezes Eles Ficam Tão Excitados Que Ameacam Chegar Às Vias De Fato.

Mas Eles Não Levam Tudo A Sério, E No Final Eles Encontram Uma Base Comum; A Venda É Feita Com Elogios Lisonjeiros Um Ao Outro, E, Se Acreditarmos Nas Aparências, Para O Deleite Extático De Ambas As Partes Do Contrato.

O Nativo Oriental Claramente Se Diverte Com Tal Exercício E Vê Grandes Possibilidades Diante De Si. Ele Gentilmente Assegura No Início Que O Negócio Será “Assim Como Você Desejar — Exatamente Como Você Quiser!” Ele Não É Um Servo De Deus?

O Que Ele Se Importa Com Dinheiro? O Que Ele Mais Quer É Sua Felicidade E Boa Vontade — Isso É O Mais Doce Na Vida — O Amor E Favor Dos Irmãos. Depois De Um Tempo Você Oferece Um Preço. Ele Diz, “O Que É Tal Bagatela Entre Nós?

Leve Isso De Graça!” Mas Ele Está Longe De Dizer Sério, E Assim O Regateio Começa E O Fogo E Calor Da Controvérsia Seguem — Talvez Por Horas.

III. Lojas E Bazares.

1. Lojas Orientais: As Lojas Orientais São Todas De Um Padrão — A Oficina E O Lugar Para Armazenar E Vender Mercadorias É Um Só. É Na Rua, Claro, E Uma Plataforma, Geralmente Cerca De 2 Ft. De Altura, Estende-Se Ao Longo De Toda A Frente.

Uma Pequena Porta Abre Para Um Quarto Nos Fundos, Que, Na Medida Do Possível No Oriente, É Privado. As Mercadorias, Particularmente Os Melhores Artigos, São Exibidos Na Frente, Algo Como São Nas Vitrinas De Nossas Lojas De Departamento.

No Centro Da Plataforma Há Uma Sejadeh, Um Tapete Ou Esteira. Sobre Esta O Proprietário Senta À Moda Oriental Verdadeira — Com As Pernas Cruzadas. Ele Nunca Está Muito Ocupado Com Suas Contas Para Deixar O Transeunte Escapar Do Seu Olhar Aguçado.

Ele Deixará Seu Nargilé A Qualquer Momento Para Saudar O Estranho, Exibir Suas Mercadorias E De Maneira Cativante Convidá-Lo Para Olhar A Beleza Especial E Qualidade De Seus Artigos.

2. O Mercado: Todas As Lojas Ou Depósitos Do Vilarejo Oriental Linham O “Mercado”, Que, Como Regra, Está No Centro Do Vilarejo, Ou Na Rua Principal. Isso Os Árabes Chamam Suk, Sookh (Compare Mateus 20.3).

Aqui O Camponês É Encontrado Com Seus Burros Ou Camelos Carregados Com Comestíveis E Produtos Do Campo. O Jardineiro Está Lá Com Seus Pequenos Frutos, E O Pescador Com Sua Última “Pegação”. Todos Os Donos De Lojas Também Estão Em Ou Perto Desta Rua Ou Centro De Mercado. “O Sookh Em Um Vilarejo Do Campo,” Diz J.

Carrow Duncan, “É Um Dos Espetáculos Mais Interessantes Do Egito Moderno. Anteriormente O Mercado De Gado E De Produtos Secos Era Uniformemente Realizado Em Um Espaço Aberto No Centro De Cada Vilarejo.

Agora O Governo Obriga-A A Ir Para Um Recinto Cercado Fora Da Cidade. Em Belbeys, O Mercado Ordinário Ainda Se Realiza No Centro Da Cidade, Mas O Mercado De Gado Fica A Uma Milha De Distância, Através Do Canal.

Como Em Um Bazar, Como O Viajante Vê No Cairo, Os Mercadores Dos Vários Ofícios Se Dispõem Aqui Em Fileiras, Todos Facilmente Acessíveis A Partir Da Rua Principal, Que Assim Fica Clara. À Esquerda Estão Os Comerciantes De Utensílios De Cobre, Ocupados Trabalhando Em Sua Arte; Próximo A Eles Os Fabricantes De Peneiras E Crivos; Então Vem Um Grande Espaço Preenchido Com Louças, E, Perto, Os Vendedores De Legumes.

Lá, Amontoado Entre O Espaço Para Louças E Os Cobreiros, Está Uma Fileira De Ouro E Prata — Os Tubarões Mais Esforçados Do Mercado, Sua Principal Presa Sendo As Mulheres. Do Outro Lado Da Rua Principal Estão A Fileira De Sapateiros, A De Drapers, Os Merceeiros, Os Homens Das Sementes, Os Vendedores De Doces, Mercadores De Frutas, Comerciantes De Joias De Vidro E Cornalina E, Por Último, As Barracas De Açougueiros, Todos Dispostos Em Fileiras, E Todos Igualmente Prontos Para Negociar Ou Para Desfrutar Uma Piada Às Expensas Dos Outros.

Aparentemente, Há Pouco Entusiasmo Para Negociar — Exceto Quando Um Turista Aparece”. Para Alguém Que Não Conhece O Valor De Suas Mercadorias, O Comerciante Oriental Não Tem Preço Fixo. Isso É Realmente Regulado Pela Ignorancia Presumida Do Comprador.

Se Quiser, Você Pode Dar A Ele O Que Ele Pede, E Será Zombado Por Todo O Sookh. Se Você É Sábio, Você Oferecerá Algo Próximo Do Valor Real E Recusará Firmemente Variar Ou Pechinchar, E Ele Acabará Aceitando.

Professor Elihu Grant conta sobre uma loja em uma vila síria–“um pequeno cômodo, de 6 a 12 pés quadrados, com uma porta, mas sem janela, um balcão ou banco, e prateleiras e caixotes ao longo das paredes, onde açúcar, farinha, óleo, fósforos, doces, especiarias, amido, café, arroz, figos secos, etc., eram encontrados, mas sem papel para embrulho.

O comprador deve trazer seu próprio recipiente para líquidos; outras coisas ele leva embora nas dobras amplas de sua saia ou em um lenço.” “Cada cidade turca considerável”, diz Van Lennep, “tem um bazar, bezesten ou ‘arcada’: Uma estrutura de pedra, aberta nas duas extremidades, um beco estreito ou rua passando por ela, coberto com um teto arqueado, as laterais perfuradas com aberturas ou janelas.

Esta rua coberta é ladeada dos dois lados por lojas, estreitas e superficiais. Comerciantes de mercadorias e artigos semelhantes se aglomeram aqui, como fazem os artesãos de ofícios semelhantes em todas as cidades orientais.” Essas lojas ainda podem ser vistas em forma bastante característica em Damasco, Bagdá, Cairo e Constantinopla, como nos dias antigos elas eram encontradas em Babilônia, Jerusalém e Nof (Ezequiel 27.13-24).

IV. Comprando a Crédito.

O lojista nem sempre recebe dinheiro em espécie do comprador nativo. Dr. Post descobriu que a dívida era quase universal na Síria. O camponês semeia sementes “emprestadas” em solo “emprestado”, planta e colhe com ferramentas “emprestadas” e vive em uma casa “emprestada”.

Mesmo em caso de uma colheita abundante, a proporção da safra deixada pelo senhorio e pelo coletor de impostos deixa o homem e sua família apenas o mínimo para viver; às vezes ele mal consegue pagar a dívida acumulada ao fazer e colher a safra, e às vezes falha em fazer isso.

Pagamento à Vista (Dinheiro):

Nos raros casos em que o comprador paga em dinheiro pelas suas compras, ele faz o pagamento, após o verdadeiro estilo oriental, com moedas de valores mais variados ou variáveis, ou em anéis de cobre, prata ou ouro, tais como são comuns hoje nos mercados da China.

Isso lança luz sobre alguns trechos da Escritura, como, por exemplo, Gênesis 43.21,22, onde a linguagem implica que os “anéis” ou “cordões de dinheiro” foram pesados:

“E aconteceu que, chegando nós à estalagem, abrimos os nossos sacos, e eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco, o nosso dinheiro em pleno peso … e trouxemos outro dinheiro conosco na mão para comprar comida.” Em Esdras 2.69, são mencionados três tipos de moeda, “daricos de ouro”, “libras de prata” e “vestes sacerdotais”, como tendo sido dados ao tesouro para a casa de Deus.

O termo traduzido como “daricos de ouro”, ‘adharkonim, refere-se às moedas persas, semelhantes aos “daricos” gregos. Diz-se que os persas obtiveram a ideia de cunhar moedas de Lídia, na captura de Sardes – Esdras 564 a.

C. As primeiras moedas lídias eram de electrão, mas Creso mudou isso para moedas de ouro e prata, provavelmente por volta de 568 a. C. Exemplos dessas antigas moedas são agora conhecidos (Rice, Orientalisms in Bible Lands – Esdras 234).

V. Mercados a Céu Aberto e Feiras.

Nas cidades do interior, os mercados e praças de mercado são frequentemente encontrados ao ar livre, bem como sob cobertura. Grandes feiras são realizadas assim em certos dias da semana. Várias cidades concordarão em diferentes dias como dias de mercado e oferecerão por sua vez tudo o que têm à venda:

cordeiros, ovelhas, gado, cavalos, mulas, galinhas, ovos, manteiga, queijo, legumes, frutas e até joias e roupas. Neste caso, é como se a cidade inteira por um dia fosse transformada em um mercado ou exposição, onde tudo está à venda.

Nesses dias, camponeses e moradores da cidade se reúnem em números muito maiores do que o normal e se misturam livremente. O dia assim escolhido agora, como nos tempos antigos, é frequentemente um dia sagrado – sexta-feira, que é o sábado muçulmano, ou o domingo cristão, onde predominam os cristãos.

George B. Eager

Orr, James, M.A., D.D. Editor Geral. “Entrada para ‘BUYING’”. “Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional”. 1915.

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