Ofir na Bíblia. Significado e Versículos sobre Ofir
Significado do nome: Ofir, região fértil.
1. Filho de Joctã (Gênesis 10.29; 1 Crônicas 1.23). O nome deve corresponder a alguma cidade, região, ou tribo da Arábia.
2. Ofir, como nome geográfico, tem sido identificado com três localidades, a parte meridional da Arábia, a Índia, e a costa oriental da África.
A maior prova é a favor da Arábia. Foi o sítio donde Davi e Salomão obtiveram ouro e outras mercadorias de valor (1 Reis 9.28; 1 Reis 10.11; 1 Reis 22.49; 1 Crônicas 29.4; 2 Crônicas 8.18; 2 Crônicas 9.10; Jó 22.24; Jó 28.16; Salmos 45.9; Isaías 13.12).
Ofir – Dicionário Bíblico de Easton
(1.) Um dos filhos de Joctã (Gênesis 10.29).
(2.) Uma região famosa por seu ouro (1 Reis 9.28; 1 Reis 10.11; 1 Reis 22.48; Jó 22.24; Jó 28.16; Isaías 13.12). Na Septuaginta esse termo é traduzido como “Sophir”, e “Sofir” é o nome copta para a Índia, tradução que também aparece na versão árabe, assim como na Vulgata.
Josefo a identificou com o Quersoneso Áureo, isto é, a península Malaia. Hoje ela é geralmente identificada com Abhira, na foz do rio Indo.
Pode-se argumentar bastante, contudo, em favor da opinião de que ficava em algum lugar da Arábia.
Ofir – Enciclopédia Internacional da Bíblia Padrão
O’-fer, o’-fir (‘owphiyr (Gênesis 10.29), ‘owphir (1 Reis 10.11), ‘ophir):
1. Referências nas Escrituras: O décimo primeiro, em ordem, dos filhos de Joctã (Gênesis 10.29, que corresponde a 1 Crônicas 1.23). Há também uma referência clara a uma tribo chamada Ofir (Gênesis 10.30).
Ofir é o nome de uma terra ou cidade situada em algum lugar ao sul ou sudeste da Palestina, para a qual os navios de Salomão, junto com embarcações fenícias, partiam de Eziom-Geber, na cabeceira do golfo de Ácaba, retornando com grandes quantidades de ouro, pedras preciosas e madeira de “almug” (1 Reis 9.28; 1 Reis 10.11; 2 Crônicas 9.10; 1 Reis 22.48; 2 Crônicas 8.18). Obtemos uma lista mais completa das mercadorias, e também o tempo que a viagem durava, se admitirmos que os mesmos navios são referidos em 1 Reis 10.22: “Uma vez a cada três anos vinha a frota de Társis, trazendo ouro, prata, marfim, macacos e pavões.”
Os demais produtos podem não ter sido nativos da terra de Ofir, mas é certo que ao menos o ouro era produzido ali. Esse ouro era proverbial por sua pureza, como atestam muitas referências no Antigo Testamento (Salmos 45.9; Jó 28.16; Isaías 13.12; 1 Crônicas 29.4), e, em Jó 22.24, Ofir é usado para designar o próprio ouro fino.
Além dessas menções a Ofir, sustenta-se que o nome também ocorre, sob a forma “Ufaz”, em duas passagens (Jeremias 10.9; Daniel 10.5).
2. Posição Geográfica: Em todas as épocas, a posição geográfica de Ofir tem sido objeto de disputa, sendo principalmente defendidas as pretensões de três regiões diferentes, a saber:
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(1) a Índia e o Extremo Oriente,
(2) a África,
(3) a Arábia.
(1) A Índia e o Extremo Oriente.
Todas as mercadorias mencionadas são mais ou menos compatíveis com a Índia, incluindo até a lista mais completa de 1 Reis 10.22. Conjectura-se que a madeira de “almug” seja o sândalo indiano.
Outro argumento se baseia na semelhança entre a forma que a Septuaginta dá à palavra (Sophera) e o nome copta para a Índia (Sophir). Busca-se também uma identificação mais próxima com os abira, um povo que habitava a foz do rio Indo.
Sugere-se ainda Supara, uma cidade antiga na costa oeste da Índia, perto da atual Goa. Além disso, segundo Wildman, o nome denotaria uma extensão vaga em direção ao oriente, talvez até a China.
(2) A África.
Esse país é a maior região produtora de ouro das três. Sofala, um porto marítimo perto de Moçambique, na costa leste da África, tem sido apontado como o local de Ofir, tanto por razões linguísticas quanto pela natureza de seus produtos, pois ali todos os artigos de 1 Reis 10.22 poderiam ser obtidos.
Mas Gesenius demonstra que Sofala é apenas a forma árabe da palavra hebraica shephelah. O interesse por essa região como a terra de Ofir foi, porém, renovado pela descoberta de Mauch, em Zimbábue, de grandes ruínas e sinais de uma antiga civilização fenícia e de minas de ouro já exploradas.
Segundo Bruce (I, 440), uma viagem de Sofala a Eziom-Geber teria levado praticamente três anos, por causa das monções.
(3) A Arábia.
A pretensão do sudeste da Arábia como a terra de Ofir tem, no geral, mais respaldo do que a da Índia ou da África. O Ofir de Gênesis 10.29 pertence, sem dúvida, a essa região, e a busca por Ofir em terras mais distantes só pode ser feita com base na suposição precária de que o Ofir de Reis não é o mesmo Ofir de Gênesis.
Dos vários produtos mencionados, o único que, pelas referências do Antigo Testamento, pode ser considerado claramente nativo de Ofir é o ouro, e, segundo Plínio e Estrabão, a região do sudeste da Arábia que faz fronteira com o golfo Pérsico era um país famoso pela produção de ouro. As demais mercadorias não eram necessariamente produzidas em Ofir, mas provavelmente eram trazidas de terras mais distantes até lá, e daí levadas pelos navios mercantes de Salomão até Eziom-Geber.
Se a duração da viagem (3 anos) for usada como evidência, ela favorece essa localização de Ofir tanto quanto a da costa leste da África. Parece, portanto, ser a opinião menos vulnerável a objeções que Ofir era um distrito situado no golfo Pérsico, no sudeste da Arábia, e que servia, em tempos antigos, como entreposto comercial entre o Oriente e o Ocidente.
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