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Damasco na Bíblia. Significado e Versículos sobre Damasco

20 min de leitura

A mais importante e uma das mais antigas cidades da Síria, situada numa fértil planície, quase circular, com 48 km. De diâmetro – é banhada pelo Barada e o Awaj (Abana e Farfar). Dista de Jerusalém para o nordeste 218 km.

Foi, por séculos, um centro comercial (Ezequiel 27.18Ezequiel 47.16 a 18). Já era conhecida no tempo de Abraão, e foi terra natal do seu mordomo Eliezer (Gênesis 14.35Gênesis 15.2). A não ser no curto período de tempo em que Damasco esteve sujeita a Davi e Salomão, era esta cidade a capital do reino independente da Síria, e com esta nação está a sua história estreitamente ligada.

Foi conquistada a cidade de Damasco pelo rei Davi, sendo obrigada a pagar um certo tributo (2 Samuel 8.5,6 – e 1 Crônicas 1S.5 a 7) – mas no tempo de Salomão foi retomada por um guerreiro de nome Rezom (1 Reis 11.23 a 25).

Ben-Hadade i, rei da Síria, sendo subornado por Asa, rei de Judá, quebrou a sua aliança com Baasa, e invadiu o reino de israel (1 Reis 15.18 a 202 Crônicas 16.2 a 4), continuando a guerra com israelitas no tempo de onri (1 Ra 20.34).

Ben-Hadade ii cercou Samaria, mas sem resultado, no tempo do rei Acabe – depois voltou, mas foi de novo posto em debandada, firmando, porém, uma aliança com Acabe (1 Reis 20.1 a 34). Três anos mais tarde foi a guerra renovada, tendo sido Acabe derrotado e morto (1 Reis 22.1,37).

O general Naamã foi mandado de Damasco à Samaria para curar-se da lepra (2 Reis 5). Pela segunda vez foi cercada a cidade de Samaria por Ben-Hadade, mas em vão (2 Reis 6.24). Hazael foi visitado por Eliseu em Damasco, e designado como sucessor de Ben-Hadade (2 Reis 8.7 a 15).

Este mesmo Hazael foi derrotado pelos assírios, mas alcançou vitória contra Jorão e Acazias (2 Reis 8.28,29). Os sírios assolaram a terra de israel ao oriente do Jordão, no reinado de Jeú (2 Reis 10.3 – 2 Reis 33 – e Amós 1.3 a 5) – cercaram e tomaram Gate (2 Reis 12.17 e Amós 6.2) – ameaçaram Jerusalém (2 Reis 12.182 Crônicas 24.23) – oprimiram israel no reinado de Jeoacaz (2 Reis 13.3 a 7,22).

Ben-Hadade iii foi também um rei opressor – mas perdeu as cidades que Hazael tinha tomado (2 Reis 13.25), ficando Jeoás vitorioso conforme o vaticínio de Eliseu (2 Reis 13.14 a 19) – também Jeroboão atacou a cidade de Damasco (2 Reis 14.28).

Rezim, juntamente com Peca, rei de israel, atacou Jerusalém não sendo bem sucedido, mas levou numerosos cativos e recuperou Elate (2 Reis 16.5,62 Crônicas 28.5 – e Isaías 7.1 a 9). Tiglate-Pileser, rei da Assíria, instigado por Acaz, tomou Damasco, matou Rezim e transportou para Quir os habitantes desta cidade, como tinha sido predito por Amós – e assim terminou o reino de Damasco (2 Reis 16.9 a 12Isaías 17.1 a 3Jeremias 49.23 a 27Amós 1.5).

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Nos tempos do N. T. Fazia Damasco parte do reino de Aretas, um árabe que conservava o seu poder, estando sujeito aos Romanos (2 Co 11.32). Foi perto daquela cidade que se deu a conversão de S. Paulo (Atos 9).

Damasco gozou de prosperidade comercial, quase sem interrupção, e ainda hoje é uma cidade que tem para cima de 100.000 habitantes. A planície produz nozes, romãs, figos, ameixas, damascos, limões, peras e maçãs – e nos arredores existem famosas vinhas.

O trânsito por Damasco foi em todos os tempos mais lucrativo do que propriamente o seu comércio direto. As caravanas entre o Egito e a Síria, e entre Tiro e Assíria e o oriente passavam geralmente, todas elas por Damasco. (*veja Ben-Hadade e Hazael.).

Damasco – Dicionário Bíblico de Easton

Damasco

Atividade, a mais antiga das cidades orientais; a capital da Síria. Isaías 7Isaías 17.3. Situada cerca de 214 km ao norte de Jerusalém. Seu nome moderno é Esh-Sham; ou seja, “o Oriente.”

A situação desta cidade é considerada a mais bela de toda a Ásia Ocidental. É mencionada entre as conquistas do rei egípcio Thothmes III (1500 a.C.) e nas tabuinhas de Amarna (1400 a.C.).

É mencionada pela primeira vez nas Escrituras em conexão com a vitória de Abraão sobre os reis confederados sob Chedorlaomer. Gênesis 14.15. Era o lugar natal do mordomo de Abraão. Gênesis 15.2. Não é novamente notada até o tempo de Davi, quando “os sírios de Damasco vieram socorrer Hadadezer”. 2 Samuel 8.5; 1 Crônicas 18.5.

No reinado de Salomão, Rezon tornou-se líder de um grupo que se revoltou contra Hadadezer. 1 Reis 11.23, e indo para Damasco, estabeleceram-se lá e fizeram de seu líder rei. Houve uma longa guerra, com sucesso variável, entre os israelitas e os sírios, que posteriormente se tornaram aliados de Israel contra Judá. 2 Reis 15.37.

Os sírios foram finalmente subjugados pelos assírios, a cidade de Damasco foi tomada e destruída, e os habitantes levados cativos para a Assíria. 2 Reis 16.7-9; Compare Isaías 7.8. Nisso, a profecia foi cumprida.

Isaías 17.1; Amós 1.4; Jeremias 49.24. O reino da Síria permaneceu uma província da Assíria até a captura de Nínive pelos medos (625 a.C.), quando caiu sob os conquistadores. Após passar por várias vicissitudes, a Síria foi invadida pelos Romanos (64 a.C.), e Damasco tornou-se a sede do governo da província.

Em 37 d. C., Aretas, o rei da Arábia, tornou-se mestre de Damasco, tendo repelido Herodes Antipas.

Esta cidade é memorável como o cenário da conversão de Saulo. Atos 9.1-25. A rua chamada “Direita”, onde Judas vivia, na casa de quem Saulo foi encontrado por Ananias, é conhecida pelo nome Sultany, ou “Rua da Rainha”. É a principal rua da cidade.

Paulo visitou Damasco novamente em seu retorno da Arábia. Gálatas 1.16; Gálatas 1.17. O cristianismo foi plantado aqui como um centro. Atos 9.20, de onde se espalhou para as regiões circundantes.

Em 634 d. C., Damasco foi conquistada pelo crescente poder muçulmano. Em 1516 d. C., caiu sob o domínio dos turcos, seus governantes atuais. Agora é a maior cidade da Turquia asiática. O cristianismo encontrou novamente um firme apoio dentro de suas muralhas.

Easton, Matthew George. “Entrada para Damasco”. “Dicionário Bíblico de Easton”.

Damasco – Dicionário de Nomes Bíblicos de Hitchcock

Damascus

Um saco cheio de sangue; a semelhança de queimar

Hitchcock, Roswell D. “Entry for ‘Damascus’”. “An Interpreting Dictionary of Scripture Proper Names”. New York, N.Y. – Atos 1869

Damasco – Dicionário Bíblico de Smith

Damascus,

One of the most ancient and most important of the cities of Syria. It is situated 130 miles northeast of Jerusalem, in a plain of vast size and of extreme fertility, which lies east of the great chain of Anti-Libanus, on the edge of the desert.

This fertile plain, which is nearly circular and about 30 miles in diameter, is due to the river Barada, which is probably the “Abana” of Scripture. Two other streams the Wady Helbon upon the north and the Awaj, which flows direct from Hermon upon the south, increase the fertility of the Damascene plain, and contend for the honor of representing the “Pharpar” of Scripture.

According to Josephus, Damascus was founded by Uz grandson of Shem. It is first mentioned in Scripture in connection with Abraham, Genesis 14:15, whose steward was a native of the place. Genesis 15:2. At one time David became complete master of the whole territory, which he garrisoned with Israelites. 2 Samuel 8.5 2 Samuel 8.6.

It was in league with Baasha, king of Israel against Asa – Atos 1 Kings 15:19 – 2 Samuel 2 Chronicles 16:3, and afterwards in league with Asa against Baasha. 1 Kings 15:20. Under Ahaz it was taken by Tiglath-pileser – 2 Samuel 2 Kings 16:7 2 Kings 16:8 2 Kings 16:9 the kingdom of Damascus brought to an end, and the city itself destroyed, the inhabitants being carried captive into Assyria. 2 Kings 16:9 comp.

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Isai 7:8 and Amos 1:5. Afterwards it passed successively under the dominion of the Assyrians, Babylonians, Persians, Macedonians, Romans and Saracens, and was at last captured by the Turks in 1516 A. D.

Here the apostle Paul was converted and preached the gospel. Acts 9:1-25. Damascus has always been a great centre for trade. Its present population is from 100,000 to 150,000. It has a delightful climate.

Certain localities are shown as the site of those scriptural events which specially interest us in its history. Queens Street, which runs straight through the city from east to west, may be the street called Straight.

Acts 9:11. The house of Judas and that of Ananias are shown, but little confidence can be placed in any of these traditions.

Smith, William, Dr. “Entry for ‘Damascus,’”. “Smith’s Bible Dictionary”. 1901.

Damasco – Enciclopédia Internacional da Bíblia Padrão

Damascus

1. The Name

2. Situation and Natural Features

3. The City Itself

4. Its History

(1) The Early Period (to circa 950 BC)

(2) The Aramean Kingdom (circa 950-732 BC)

(3) The Middle Period (732 BC-650 AD)

(4) Under Islam

1. Name:

The English name is the same as the Greek Damaskos. The Hebrew name is Dammeseq, but the Aramaic form Darmeseq, occurs in 1 Chronicles 18: – 2 Samuel 2 Chronicles 28:5. The name appears in Egyptian inscriptions as Ti-mas-ku (16th century BC), and Sa-ra-mas-ki (13th century BC), which W.

M. Muller, Asien u. Europa – 2 Samuel 227 regards as representing Ti-ra-mas-ki, concluding from the “ra” in this form that Damascus had by that time passed under Aramaic influence. In the Tell el-Amarna Letters the forms Ti-ma-as-gi and Di-mas-ka occur.

The Arabic name is Dimashk esh-Sham (“Damascus of Syria”) usually contrasted to Esh-Sham simply. The meaning of the name Damascus is unknown. Esh-Sham (Syria) means “the left,” in contrast to the Yemen (Arabia) = “the right.”

2. Situation and Natural Features:

Damascus is situated (33 degrees 30′ North latitude – 2 Samuel 36 degrees 18′ East longitude) in the Northwest corner of the Ghuta, a fertile plain about 2,300 ft. above sea level, West of Mt. Hermon. The part of the Ghuta East of the city is called el-Merj, the “meadow-land” of Damascus.

The river Barada flows through Damascus and waters the plain, through which the Nahr el-Awaj also flows, a few miles South of the city.

Surrounded on three sides by bare hills, and bordered on the East, its open side, by the desert, its well-watered and fertile Ghuta, with its streams and fountains, its fields and orchards, makes a vivid impression on the Arab of the desert.

Arabic literature is rich in praises of Damascus, which is described as an earthly paradise. The European or American traveler is apt to feel that these praises are exaggerated, and it is perhaps only in early summer that the beauty of the innumerable fruit trees–apricots, pomegranates, walnuts and many others–justifies enthusiasm.

To see Damascus as the Arab sees it, we must approach it, as he does, from the desert. The Barada (Abana) is the life blood of Damascus. Confined in a narrow gorge until close to the city, where it spreads itself in many channels over the plain, only to lose itself a few miles away in the marshes that fringe the desert, its whole strength is expended in making a small area between the hills and the desert really fertile.

That is why a city on this site is inevitable and permanent. Damascus, almost defenseless from a military point of view, is the natural mart and factory of inland Syria. In the course of its long history it has more than once enjoyed and lost political supremacy, but in all the vicissitudes of political fortune it has remained the natural harbor of the Syrian desert.

3. The City Itself:

Damascus lies along the main stream of the Barada, almost entirely on its south bank. The city is about a mile long (East to West) and about half a mile broad (North to South). On the south side a long suburb, consisting for the most part of a single street, called the Meidan, stretches for a mile beyond the line of the city wall, terminating at the Bawwabet Allah, the “Gate of God,” the starting-point of the Haj, the annual pilgrimage to Mecca.

The city has thus roughly the shape of a broad-headed spoon, of which the Meidan is the handle. In the Greek period, a long, colonnaded street ran through the city, doubtless the “street which is called Straight” (Acts 9:11).

This street, along the course of which remains of columns have been discovered, runs westward from the Babesh-Sherki, the “East Gate.”

Part of it is still called Derb el-Mustakim (“Straight Street”), but it is not certain that it has borne the name through all the intervening centuries. It runs between the Jewish and Christian quarters (on the left and right, respectively, going west), and terminates in the Suk el-Midhatiyeh, a bazaar built by Midhat Pasha, on the north of which is the main Moslem quarter, in which are the citadel and the Great Mosque.

The houses are flat-roofed, and are usually built round a courtyard, in which is a fountain. The streets, with the exception of Straight Street, are mostly narrow and tortuous, but on the west side of the city there are some good covered bazaars.

Damascus is not rich in antiquities.

The Omayyad Mosque, or Great Mosque, replaced a Christian church, which in its time had taken the place of a pagan temple. The site was doubtless occupied from time immemorial by the chief religious edifice of the city.

A small part of the ancient Christian church is still extant. Part of the city wall has been preserved, with a foundation going back to Roman times, surmounted by Arab work. The traditional site of Paul’s escape (Acts 9:25; 2 Corinthians 11:33) and of the House of Naaman (2 Kings 5) are pointed out to the traveler, but the traditions are valueless.

The charm of Damascus lies in the life of the bazaars, in the variety of types which may be seen there–the Druse, the Kurd, the Bedouin and many others–and in its historical associations. It has always been a manufacturing city.

Our word “damask” bears witness to the fame of its textile industry, and the “Damascus blades” of the Crusading period were equally famous; and though Timur (Tamerlane) destroyed the trade in arms in 1399 by carrying away the armorers to Samarcand, Damascus is still a city of busy craftsmen in cloth and wood.

Its antiquity casts a spell of romance upon it. After a traceable history of thirty-five centuries it is still a populous and flourishing city, and, in spite of the advent of the railway and even the electric street car, it still preserves the flavor of the East.

4. Its History:

(1) The Early Period (to circa 950 BC).

The origin of Damascus is unknown. Mention has already been made (section 1) of the references to the city in Egyptian inscriptions and in the Tell el-Amarna Letters. It appears once–possibly twice–in the history of Abraham.

In Genesis 14:15 we read that Abraham pursued the four kings as far as Hobah, “which is on the left hand (i.e. the north) of Damascus.” But this is simply a geographical note which shows only that Damascus was well known at the time when Genesis 14 was written.

Greater interest attaches to Genesis 15:2, where Abraham complains that he is childless and that his heir is “Dammesek Eliezer” (English Revised Version), for which the Syriac version reads “Eliezer the Damaschul.” The clause, however, is hopelessly obscure, and it is doubtful whether it contains any reference to Damascus at all.

In the time of David Damascus was an Aramean city, which assisted the neighboring Aramean states in their unsuccessful wars against David (2 Samuel 8.5). These campaigns resulted indirectly in the establishment of a powerful Aramean kingdom in Damascus.

Rezon, son of Eliada, an officer in the army of Hadadezer, king of Zobah, escaped in the hour of defeat, and became a captain of banditti. Later he established himself in Damascus, and became its king (1 Kings 11:23).

He cherished a not unnatural animosity against Israel and the rise of a powerful and hostile kingdom in the Israelite frontier was a constant source of anxiety to Solomon (1 Kings 11:25).

(2) O Reino Arameu (cerca de 950-732 a.C.).

Se Rezon foi ele próprio o fundador de uma dinastia não está claro. Ele foi identificado com Hezion, pai de Tab-rimmon e avô de Ben-hadade (1 Reis 15.18), mas a identificação, embora natural, é insegura.

Ben-hadade (Biridri) é o primeiro rei de Damasco, depois de Rezon, de quem temos algum conhecimento detalhado. A desintegração do reino hebreu deu aos arameus a oportunidade de jogar os estados hebreus rivais uns contra os outros, concedendo seus favores ora a um, ora a outro.

Ben-hadade foi induzido por Asa de Judá a aceitar um grande suborno ou tributo dos tesouros do Templo, e aliviar Asa atacando o Reino do Norte (1 Reis 15.18). Alguns anos depois (cerca de 880 a.C.) Ben-hadade (ou seu sucessor?) derrotou Omri de Israel, anexou várias cidades israelitas e garantiu o direito de ter “ruas” sírias (provavelmente um bazar para comerciantes sírios) em Samaria (1 Reis 20.34).

Ben-hadade II (segundo Winckler, os dois Ben-hadades são realmente idênticos, mas essa visão, embora cronologicamente possível, conflita com 1 Reis 20.34) foi o grande antagonista de Acabe. Suas campanhas contra Israel são narradas em 1 Reis 20.22.

Inicialmente bem-sucedido, ele foi subsequentemente derrotado duas vezes por Acabe, e após a derrota em Afeca estava à mercê do conquistador, que o tratou com generosa leniência, reivindicando apenas a restauração das cidades israelitas perdidas e o direito de estabelecer um bazar israelita em Damasco.

Com a renovação das hostilidades três anos depois, Acabe caiu diante de Ramote-Gileade, e sua morte aliviou Ben-hadade do único monarca vizinho que poderia desafiar a superioridade de Damasco. Inscrições assírias lançam mais luz sobre a história de Damasco nesse período.

Em 854 a. C., os assírios derrotaram uma coalizão de estados sírios e palestinos (incluindo Israel) sob a liderança de Ben-hadade em Carcar. Em 849 – 1 Reis 846 a. C., ataques renovados foram feitos contra Damasco pelos assírios, que, no entanto, não efetuaram nenhuma conquista considerável.

A partir dessa data até a queda da cidade em 732 a. C., o poder do reino arameu dependia da atividade ou inatividade da Assíria. Hazael, que assassinou Ben-hadade e usurpou seu trono por volta de 844 a.

C., foi atacado em 842 – 1 Reis 839 mas durante os trinta anos seguintes a Assíria não fez mais avanços para o oeste. Hazael pôde dedicar todas as suas energias aos seus vizinhos ocidentais, e Israel sofreu severamente em suas mãos.

Em 803 Mari’ de Damasco, provavelmente idêntico ao Ben-hadade de 2 Reis 13.3, filho de Hazael, foi feito tributário a Ramman-nirari III da Assíria. Esse golpe enfraqueceu Aram e deu a Jeroboão II de Israel a oportunidade de vingar as derrotas infligidas ao seu país por Hazael.

Em 773 a Assíria novamente invadiu o território de Damasco.

Tiglath-pileser III (745-727 a.C.) avançou vigorosamente para o oeste, e em 738 Rezin de Damasco pagou tributo. Um ano ou dois depois, ele se revoltou e tentou, em conjunto com Peca de Israel, coagir Judá a se juntar a uma liga anti-assíria (2 Reis 15.32 Reis 16.5; Isaías 7).

Sua punição foi rápida e decisiva. Em 734 os assírios avançaram e sitiaram Damasco, que caiu em 732. Rezin foi executado, seu reino foi derrubado e a cidade sofreu o destino que alguns anos depois acometeu Samaria.

(3) O Período Médio (cerca de 732 a.C.-650 d.C.).

Damasco havia perdido sua importância política, e por mais de dois séculos temos apenas uma ou duas referências insignificantes a ela. É mencionada numa inscrição de Sargão (722-705 a.C.) como tendo participado de uma insurreição malsucedida junto com Hamate e Arpade.

Há referências incidentais a ela em Jeremias 49.23 e Ezequiel 27.1Ezequiel 47.16. No período persa, Damasco, senão politicamente importante, era uma cidade próspera. A queda do império persa por Alexandre foi logo seguida (301 a.C.) pelo estabelecimento do reino selêucida da Síria, com Antioquia como capital, e Damasco perdeu sua posição como a principal cidade da Síria.

O centro de gravidade foi movido em direção ao mar, e o comércio marítimo do Levante tornou-se mais importante do que o comércio de Damasco com o interior. Em 111 a. C. o reino sírio foi dividido, e Antíoco Cíziceno tornou-se rei da Coele-Síria, com Damasco como capital.

Seus sucessores, Demétrio Euquero e Antíoco Dionísio, tiveram carreiras conturbadas, sendo envolvidos em conflitos domésticos e guerras com os partos, com Alexandre Janeu da Judeia e com Aretas, o nabateu, que obteve posse de Damasco em 85 a.

C. Tigre, sendo da Armênia, controlou a Síria por alguns anos depois dessa data, mas foi derrotado pelos romanos, e em 64 a. C. Pompeu finalmente anexou o país.

A posição de Damasco durante o primeiro século e meio de domínio romano na Síria é obscura. Por um tempo esteve em mãos romanas, e de 31 a. C. a 33 d. C. suas moedas trazem os nomes de Augusto ou Tibério.

Posteriormente, esteve novamente nas mãos dos nabateus e foi governada por um etnarca, ou governador, nomeado por Aretas, o rei nabateu. Esse etnarca adotou uma atitude hostil a Paulo (2 Coríntios 11.32).

Mais tarde, no tempo de Nero, voltou a ser uma cidade romana. Na história inicial do cristianismo, Damasco, em comparação com Antioquia, desempenhou um papel muito menor. Mas é memorável na história cristã devido às suas associações com a conversão de Paulo e como o cenário de suas primeiras pregações cristãs (Atos 9.1-25).

Todas as referências do Novo Testamento à cidade relacionam-se a esse evento (Atos 9.1:2Atos 22.5-11Atos 26.12,20; 2 Coríntios 11.32; Gálatas 1.17). Depois, sob o início do império bizantino, Damasco, embora importante como um posto avançado da civilização na borda do deserto, continuou a ser secundária a Antioquia tanto politicamente quanto eclesiasticamente.

Não foi até a conquista árabe (634 d.C., quando passou das mãos cristãs e voltou ao deserto, que voltou a ser uma verdadeira capital).

(4) Sob o Islã.

Damasco tem sido uma cidade muçulmana, ou melhor, uma cidade sob domínio muçulmano, por quase treze séculos. Por cerca de um século após 650 d. C. foi a sede dos califas omíadas, e desfrutou de uma posição de preeminência no mundo muçulmano.

Mais tarde, foi suplantada por Bagdá, e no século X ficou sob o domínio dos fatímidas do Egito. Perto do final do século XI, os turcos seljúcidas entraram na Síria e capturaram Damasco. No período das Cruzadas, a cidade, embora nunca de importância decisiva, desempenhou um papel considerável e foi por um tempo a sede de Saladino.

Em 1300 foi saqueada pelos tártaros, e em 1399 Timur exigiu um resgate enorme dela e levou seus famosos armeiros, roubando-lhe assim uma de suas indústrias mais importantes. Finalmente, em 1516 d. C., os turcos otomanos sob o sultão Selim conquistaram a Síria, e Damasco tornou-se, e ainda é, a capital de uma província do Império Otomano.

C. H. Thomson

Orr, James, M.A., D.D. Editor Geral. “Entrada para ‘DAMASCO’”. “Enciclopédia Bíblica Internacional Padrão”. 1915.

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